A Agressividade de Águas Naturais sobre Tubulações Industriais

Luiza Rodrigues Melo de Lima, Luciana Machado Rodrigues, Steffany Rincon Peters

Resumo


A corrosão é a deterioração de material, geralmente metálico, por ação química ou eletroquímica do meio ambiente, associada ou não a esforços mecânicos. A corrosão assume grande importância na vida moderna, pois é um processo espontâneo e está constantemente transformando os materiais, diminuindo e limitando sua durabilidade e desempenho. A natureza do meio corrosivo que se encontra na imediata proximidade da superfície metálica é de fundamental importância, para se prever o tipo de ataque corrosivo. A agressividade de águas naturais como a água do mar e de rio, depende da concentração de sais, temperatura, agitação, microorganismos, matéria orgânica, gases dissolvidos, e agentes poluentes. Este trabalho tem o objetivo de investigar o caráter agressivo de águas naturais sobre o aço carbono. Os materiais utilizados na execução desta pesquisa foram amostras de água do mar (coletada em Rio Grande) e água de rio (coletada no rio Quebracho em Bagé). As amostras metálicas foram de aço carbono tipo API 5L Grau B, comumente utilizadas para a fabricação de tubulações industriais para o transporte de petróleo e derivados. A metodologia empregada consistiu de caracterização físico-química das amostras de águas naturais quanto ao valor de pH, índice de turbidez, oxigênio dissolvido e condutividade elétrica. As amostras metálicas foram preparadas por corte, polimento em lixas d´água até granulometria #4000, sendo sua morfologia caracterizada por microscopia óptica, em microscópio metalúrgico com câmera de aquisição de imagens acoplada. O estudo da corrosão foi procedido com a exposição das amostras metálicas nos respectivos meios, a diferentes tempos de exposição (de 10min a 120h). Continuamente, as amostras metálicas expostas foram analisadas quanto a sua variação de massa e tipo do ataque sofrido. A morfologia do ataque foi observada por microscopia óptica. Os resultados indicam a rápida nucleação do ataque à superfície metálica, com a formação de pites (ataque corrosivo localizado), já à 10min de exposição. O ataque localizado se intensifica ao longo da primeira hora de exposição aos meios. Em um período mais longo de exposição de 120h, o ataque progride, atingindo um tipo generalizado, abrangendo toda a superfície metálica. Nota-se que o ataque referente à água do mar é mais intenso do que em água de rio, provocando uma maior perda de material metálico, sob a forma de produtos de corrosão e óxidos metálicos. Mas o meio de água doce também apresenta um nível de agressividade ao aço. Conclui-se que é de grande importância o emprego da adequada proteção a estruturas metálicas expostas a águas naturais, tanto em água do mar quanto em água de rio. Observou-se o ataque corrosivo ao aço API em poucos minutos de exposição, pela formação de pites, enquanto para maiores tempos de exposição (cerca de 120h), o ataque generalizado à superfície metálica foi constatado em ambos os meios.
Agradecimentos: À UNIPAMPA por conceder bolsa PBDA - Pesquisa.

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