BilÍngÜe E/ou Bicultural: Limites E (im)possibilidades

Liane Barreto Silva, Ester Dias De Barros, Aline Pegoraro, Valesca Brasil Irala

Resumo


Introdução: Pensar a problemática constitutiva do sujeito implica alguns questionamentos referentes à questão de identidade, a qual se constitui não apenas pelo discurso verbal, “mas também por materialidades que nos cercam, por nossos modos de vida, nossas maneiras de andar...” (SCHERER, 2006). Marcado sócio-historicamente, pela sua experiência única, o indivíduo é interpelado em sujeito ao assumir uma dada posição discursiva, que poderá apresentar-se em suas narrativas orais e/ou escritas de forma que poderá vir a positivizar, negativizar ou até mesmo neutralizar essa dada experiência (nesse caso, a de viver em condição de estrangeiro). Material e Métodos: Nessa perspectiva, o presente trabalho tem por objetivo analisar o discurso narrativo de um brasileiro que passou a residir em um país de língua inglesa por motivos de estudo (pós-graduação), por um determinado tempo, num país cuja língua vigente é distinta da sua materna, ocupando assim, durante certo período, condição estrangeiro consequentemente, promovendo “movimento de alteridade” (SCHERER, MORALES & LECLERQ, 2004, p. 27). Para tal efeito, iremos nos deter em uma entrevista gravada em áudio e um diário pessoal no qual foi escrito durante o período em que esteve morando nos Estados Unidos. Tal material nos foi fornecido pelo sujeito entrevistado. Buscou-se analisar os referidos materiais a partir da Análise do Discurso de orientação franco-brasileira (Pêcheux, Orlandi, entre outros), a qual entende a linguagem como diretamente imbricada com a identidade do sujeito, que realiza a construção de sentidos pela via da memória discursiva (nunca vista como individual e transparente, mas atravessada pela história e pelo inconsciente). Resultados e Discussão: Contudo, pretendemos analisar como foi essa experiência de ter vivido em um meio linguistico e cultural diferente do seu. Sendo assim, buscamos problematizar questionamentos que envolvem a identidade do sujeito no que tange ao sentimento estrangeiridade, abarcado em meio às diferenças lingüístico-culturais. Conclusões: Entretanto a pesquisa, que ainda está em andamento, aponta para uma análise que privilegia a compreensão a partir dos enunciados comparativos (explícitos ou explícitos) produzidos ao longo dos períodos vivenciados pelo sujeito analisado no país estrangeiro, entendidos como materialização do próprio “movimento de alteridade”. Orgão de Fomento: CNPq

Palavras-chave


alteridade, discurso, memória discursiva

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