Fragilidade Ambiental Da Vegetação Na Bacia HidrogrÁfica Do Alto Rio Uruguai.

Juliano Do Prado Rodrigues, Orientador Italo Filippi Teixeira

Resumo


Introdução: A fragilidade de um ambiente diante da implementação empreendimentos hidrelétricos é analisada tendo por base o quanto este conserva de sua formação natural. Ambientes antropizados representam menor risco quanto à perda de biodiversidade. Este trabalho tem por objetivo aprimorar a metodologia de avaliação de fragilidades ambientais, no que diz respeito à vegetação. Servindo de apoio à gestão ambiental integrada e à tomada de decisão no processo de licenciamento ambiental de empreendimentos hidrelétricos na região do Alto Rio Uruguai. Material e Métodos: O presente trabalho fez parte do projeto de desenvolvimento metodológico e tecnológico para avaliação ambiental integrada aplicada ao processo de analise de variabilidade de hidrelétricas (FRAG-RIO). A área de estudo abrangeu a Bacia Hidrográfica do Alto Rio Uruguai, RS e SC. Elaborou-se uma lista das espécies vegetais encontradas no local, com base nas Listas Oficiais de Espécies da Flora Ameaçadas de Extinção existentes para a área de estudo e espécies endêmicas da região. Esta foi organizada em planilha eletrônica, juntamente com informações relevantes para seu mapeamento e sua pontuação quanto ao valor conservativo. Este valor para cada espécie foi obtido através da ponderação do status de conservação e do grau de endemismo das espécies. A base de informações utilizada para modelar o habitat potencial das espécies selecionadas foi extraída do mapa da cobertura vegetal do Bioma Mata Atlântica. A unidade de espacialização utilizada foi à área de distribuição das formações vegetais encontradas no local. Gerou-se um mapa com o valor conservativo de cada área de ocorrência de remanescentes das formações vegetais. Após a obtenção deste, realizou-se uma avaliação ‘in loco’, onde foram observados dezesseis pontos entre baixa e alta fragilidade, para verificar se correspondiam com as indicações do modelo. Resultados e Discussão: A análise dos resultados quanto aos aspectos da Flora mostra uma compartimentação do espaço da área de estudo muito clara. A área contínua de maior valor como habitat potencial para a biodiversidade está situada na área mais ao leste, a montante da área da UHE Machadinho no rio Pelotas. Áreas disjuntas significativas são encontradas no limite norte da bacia e na área ocupada pelas Terras Indígenas Nonoai, Guarita e Parque Estadual do Turvo. O restante da área configura uma matriz de áreas antrópicas de média e alta intensidade de impactos, entremeadas com grande quantidade de fragmentos de superfície pequena. Observou-se na visita aos pontos previamente estipulados, um comportamento de acordo com o que estava previsto no modelo. Nas áreas de baixa fragilidade encontrou-se plantios comerciais de Pinus, lavouras ou pastagens e nas de alta fragilidade o ambiente estava bem preservado. Conclusões: O método de avaliação da fragilidade da vegetação se mostrou confiável quando avaliado a campo demonstrando o que já estava materializado nos mapas gerados. Deste modo pode-se concluir que a maior extensão de área contínua com fragilidade ambiental relevante encontra-se a montante da UHE Machadinho no rio Pelotas, no tocante ao tema vegetação. Orgão de Fomento: FINEP

Palavras-chave


fragilidade ambiental, vegetação, avaliação ambiental integrada, Bacia Hidrográfica do Alto Rio, hidrelétricas

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