A Atuação Do Engenheiro De Produção Em Empresas Do Agronegócio: Um Estudo Na Região Da Campanha Do Rio Grande Do Sul

Giuliani Facco, Jairo Silveira Genro Neto, Cláudio Sonáglio Albano, Taynise Ferreira

Resumo


Introdução: O agronegócio representa uma boa parcela do PIB nacional. No Rio Grande do Sul, sua participação é ainda mais relevante (FIERGS, 2009). Neste estado, muitas empresas deste setor enfrentam um desafio, que é o de promoverem uma profissionalização em suas estruturas de gestão, para estarem preparadas para enfrentar os desafios de um mercado internacionalizado e competitivo (Fecoagro, 2009). A região da campanha, deste estado, tem no agronegócio o principal pilar de sua economia, (FIERGS, 2009). A implantação de uma nova universidade nesta região, com formações profissionais voltadas para atividades relacionadas com este setor econômico, podem demandar novas oportunidades tanto para os egressos destes cursos como as empresas da região, (Unipampa, 2009). O objetivo deste trabalho é verificar como as empresas desta região, estão estruturadas formalmente e como eles utilizam novos profissionais, em especial o Engenheiro de Produção. Este profissional tem uma formação ampla, pode atuar na área técnica diretamente vinculada a atividades de produção, como também em atividades vinculadas a áreas gerencias tais como: logística, suprimentos, finanças, estratégia entre outras (Abepro, 2009). A opção de verificar a atuação ou possibilidade deste profissional atuar nestas empresas, se justifica pelo fato de todas incorporarem processos de produção em suas atividades é pela oferta deste curso, na Unipampa, Campus Bagé. Material e Métodos: Para desenvolver o trabalho foi utilizado um instrumento de coleta de dados, que abordava algumas questões relacionadas com a estrutura das organizações: como estão formalmente organizadas, como são selecionados os profissionais para os cargos gerenciais, além de questões que visavam traçar um perfil das organizações. Foram realizadas entrevistas pessoais, com os gestores das organizações, para a coleta dos dados, com empresas das cidades de Bagé e Dom Pedrito. Resultados e Discussão: Pela análise dos dados coletados, percebe-se que todas as organizações têm uma estrutura de gestão fortemente vinculada a estrutura familiar, pois em toda ainda o fundador (dono) da empresa é o patriarca da família, e que exerce o comando da gestão. Seus descendentes familiares também ocupam cargos de destaque na gestão faz organizações. Todas apresentam uma estrutura organizacional, semelhante com as ares clássicas de uma organização, tais como: finanças, produção, recursos humanos, comercial, contabilidade outras, (Chiavenato, 2003). Quanto ao setor de produção, em nenhuma das organizações o responsável pelo setor, possui formação superior na área. Este fato revela uma grande oportunidade de atuação, desde estágios, trabalhos de pesquisa, consultorias e outros para os futuros egressos de cursos superiores. Conclusões: Pelo exposto no trabalho, é plausível concluir que a instalação de um curso de Engenharia de Produção no pampa gaúcho, é mais um fator a somar-se a outros, que poderão contribuir para um novo ciclo de crescimento da região. Os profissionais egressos deste curso além de contribuírem com a possibilidade da inserção de novas indústrias na região, podem melhorar ou aperfeiçoar organizações já existentes. Estes profissionais possuem uma formação ampla, tanto do ponto de vista de conhecimentos técnicos, mas também gerenciais que indubitavelmente deverão contribuir ou agregar valor para proporcionar a esta região um novo horizonte sócio-econômico. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Agronegócios, Engenheiro de Produção, Estrutura Organizacional

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