É PossÍvel Inovar Nos Mercados Emergentes?

Kleber Hitoshi Sakazaki, Joice Chiareto, Fátima Maria Pegorini Gimenes

Resumo


Introdução: As atividades empresariais sobrevivem quando a economia e a sociedade julgam seu desempenho necessário, útil e produtivo. Tal julgamento está pautado, entre outros fatores, na capacidade de inovar das organizações. Assim, gerir as inovações é um desafio a ciência e a arte de administrar. Resta indagar, o que é inovar? Os países emergentes têm possibilidades de inovar em um mercado globalizado? Material e Métodos: O estudo caracteriza-se como pesquisa descritiva e exploratória, pois descreve situações em determinado espaço-tempo (MARCONI; LAKATOS, 1996). Resultados e Discussão: Inovar significa incorporar novas descobertas ou estratégias ao fluxo corrente de produção e de prestação de serviços, introduzindo avanços importantes na arquitetura ou nos modelos de negócio. A inovação sistemática, segundo Drucker (2008, p. 45) “consiste na busca deliberada e organizada de mudanças, e na análise sistemática das oportunidades que tais mudanças podem oferecer para a inovação econômica ou social.” O processo de inovação, em economias emergentes, deve se fundamentar na aceitação, acessibilidade, disponibilidade e na conscientização do público consumidor. Embora a pequena empresa seja importante geradora de empregos, é indispensável o apoio ou, no mínimo, a aceitação da sociedade para sua permanência no mercado. Quanto à acessibilidade, as organizações precisam atingir consumidores que não consomem ou consomem pouco, em função de sua baixa renda. Espaço para isso existe, pois os países emergentes contam com mais de 700 milhões de domicílios que dispõem de uma renda agregada próxima de 1,7 trilhão de dólares ao ano. Conforme Drucker (2000, p. 633) “é importante que o inovador perceba a vulnerabilidade econômica básica de determinado processo, tecnologia ou setor.” Com relação à disponibilidade, é fundamental estudar os clientes para ofertar produtos e serviços mais simples e fáceis de usar. Finalmente, em nações emergentes, para conscientizar o público consumidor da existência de produtos ou serviços, as empresas utilizam canais e métodos de comunicação alternativos, pois precisam considerar as condições culturais, sociais, religiosas ou políticas de cada país. Drucker (2000, p. 629) afirma que “gerir as inovações cada vez mais se apresentará como desafio à administração e como teste para a competência”.No Brasil em 2005, a taxa de mortalidade das empresas que foram constituídas em 2005, foi de 22%, já no Paraná esta taxa foi de 25,2% (SEBRAE, 2005). Através das pesquisas realizadas na cidade de Umuarama – PR pode-se constatar que no ano de 2006 foram oficialmente iniciadas 638 empresas e 222 empresas encerraram suas atividades. Revelando um saldo positivo de 416 empresas. No ano de 2007, foram iniciadas 242 empresas, e encerradas 211. No ano de 2008, foram iniciadas 637, e encerradas 180. Nos primeiros meses de 2009, foram iniciadas 250 empresas e encerradas 30 empresas. Conclusões: Quando os clientes se afastam e o volume de negócios decresce é preciso entender que o erro não está no consumidor, mas na insistência de ofertar um produto ou serviço sem atrativos. Isso requer mudanças, pois segundo Drucker (2000, p. 633) “partir da necessidade que sente o consumidor ou usuário em relação a alguma alteração expressiva é geralmente o caminho mais direto para determinar novos conhecimentos ou novas tecnologias que se imporão.” O desenvolvimento de uma sociedade resulta de seu potencial empreendedor e de sua capacidade de inovar. Orgão de Fomento: UNIPAR

Palavras-chave


Mortalidade de Empresas, Inovação, Mercados Emergentes, Consumidor, Empreendedorismo

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