A Importância Do Planejamento EstratÉgico Para A Sobrevivência Das Empresas

Joice Chiareto, Fátima Maria Pegorini Gimenes

Resumo


Introdução: Para se analisar a dinâmica empreendedora de um país é necessário considerar a proporção de empresas criadas e extintas a cada ano. É importante identificar e analisar os fatores que contribuíram para a extinção de negócios, pois conhecendo as dificuldades torna-se possível superá-las. Seguindo essa linha de raciocínio, é primordial ao empreendedor compreender a importância do planejamento estratégico para sua permanência no mercado. Material e Métodos: O estudo caracteriza-se como pesquisa descritiva e exploratória, pois descreve situações em determinado espaço-tempo (MARCONI; LAKATOS, 1996). Na 1ª etapa optou-se por trabalhar de maneira qualitativa através de levantamento bibliográfico. Na 2ª etapa foram coletadas informações, sobre o número de novas empresas registradas e de empresas extintas, nos últimos três anos, em Umuarama - PR. Resultados e Discussão: O planejamento estratégico é o ato de tomar decisões no presente tendo em vista as conseqüências que essas decisões trarão no futuro. Segundo Oliveira (2007, p. 4) “o planejamento estratégico corresponde ao estabelecimento de um conjunto de providências a serem tomadas pelo executivo para a situação em que o futuro tende a ser diferente do passado.” Por sua vez, Drucker (1962, p.131 apud OLIVEIRA, 2007, p. 6) afirma que “o planejamento não diz respeito a decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes”. Ou seja, realiza-se um planejamento com o propósito de estruturar o futuro da empresa através de decisões tomadas no presente. O planejamento estratégico apresenta como características básicas: ser projetado em longo prazo, estar voltado para as relações entre a empresa e o seu ambiente e envolver a empresa como um todo (GENTIL, 2009). Portanto, ao executar o planejamento é definido o perfil da empresa, que engloba visão, missão, objetivos, metas, desafios, oportunidades e ameaças, pontos fortes e fracos, entre outras características do negócio. Conforme Drucker (2000, p. 12). “ existe uma tendência de novos empresários abrirem seus negócios sem fazer qualquer pesquisa anterior à abertura e implantação dos empreendimentos.” Essa precipitação pode conduzir a morte precoce da empresa, pois quando uma empresa nasce são inúmeros os problemas que enfrentará. A função do planejamento está justamente em preparar a empresa no sentido de minimizar as futuras surpresas desagradáveis e, também, habilita a empresa para enfrentar os futuros desafios da melhor maneira possível. No Brasil em 2005, a taxa de mortalidade das empresas que foram constituídas em 2005, foi de 22%, já no Paraná esta taxa foi de 25,2%. O Paraná ficou entre o seis estados com a maior taxa de mortalidade de empresas antes de completarem 2 anos de atividades. (SEBRAE, 2005). Através das pesquisas realizadas na cidade de Umuarama – PR pode-se constatar que no ano de 2006 foram oficialmente iniciadas 638 empresas e 222 empresas encerraram suas atividades. No ano de 2007, foram iniciadas 242 empresas, e encerradas 211. No ano de 2008, foram iniciadas 637, e encerradas 180. Nos primeiros meses de 2009, foram iniciadas 250 empresas e encerradas 30 empresas. Conclusões: Foi constatado que entre 2006 e os primeiros meses de 2009, foi deixado um saldo positivo de 1.124 empresas em Umuarama. Nenhuma prática pode garantir totalmente o sucesso de um empreendimento, porém sem um planejamento adequado mesmo as melhores idéias podem levar ao fracasso de uma iniciativa promissora. Orgão de Fomento: UNIPAR

Palavras-chave


Mortaliade de Empresas, Planejamento, Estratégia, Longevidade de Empresas, Empreendedorismo

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