A Importância De Pequenas E MÉdias Empresas Para A Geração De Negócios

Mayse Karoline Zaramelo, Fátima Maria Pegorini Gimenes

Resumo


Introdução: As pequenas e médias empresas têm fundamental importância socioeconômica para o Brasil, pois geram empregos, renda e expansão produtiva. Surgem como alternativa para contornar uma das mais sérias crises econômicas vivenciadas no mundo, pois possuem uma estrutura mais enxuta quando comparadas com as grandes empresas. Material e Métodos: O estudo caracteriza-se como pesquisa descritiva e exploratória, pois descreve situações em determinado espaço-tempo (MARCONI; LAKATOS, 1996). Resultados e Discussão: As pequenas e médias empresas têm fundamental importância socioeconômica para o Brasil, pois geram empregos, renda e expansão produtiva. As pequenas e médias empresas respondem por cerca de 90% a 98% das empresas na América Latina, geram aproximadamente 63% do emprego e participam com entre 35% a 40% do produto total da região, segundo estudos do Banco Mundial, Banco Interamericano de Desenvolvimento e Comissão Econômica para a América Latina (BIRD; BID; CEPAL, 2008). Tais empresas também são importantes para o Brasil, embora não recebam o tratamento adequado, inexistindo, portanto, no mercado financeiro, uma maior preocupação e atenção às suas necessidades básicas de suprimento de capital de giro, em volume e nível de taxas, fornecimento de serviços de orientação ou suporte à gestão empresarial (PINTO, 2009). As pequenas e médias empresas estão espalhadas por todos os setores, da agropecuária à agroindústria, das atividades industriais ao comércio e do segmento de serviços que atuam da saúde à prestação de serviços financeiros. Elas constituem a fibra-mestra do tecido social de todo o continente, já que se encontram em grandes centros urbanos, cidades de porte intermediário, pequenos povoados e nas mais remotas regiões rurais, pois no campo estão presentes nas diversas atividades da agropecuária, sendo responsáveis por 60% do pessoal ocupado e 20% do PIB nacional. Entre 2000 e 2004, o número de PMEs cresceu 22,1%, passando de 4,11 para 5,02 milhões e dos 924 mil novos estabelecimentos abertos neste período, 99% eram PMEs (SEBRAE, 2007). Uma das maiores características das PMEs está na sua capacidade flexível de se adaptar às condições adversas de mercado e sua adaptabilidade nas regiões onde atuam. Estas organizações têm sido muito importantes nas economias capitalistas e no meio social, pois sua força na geração de empregos é maior do que as organizações de grande porte (SANTOS, 1998 apud CÂNDIDO; ABREU, 2000). No Brasil em 2005, a taxa de mortalidade das empresas que foram constituídas em 2005, foi de 22%, já no Paraná esta taxa foi de 25,2% (SEBRAE, 2005). Através das pesquisas realizadas na cidade de Umuarama – PR pode-se constatar que no ano de 2006 foram oficialmente iniciadas 638 empresas e 222 empresas encerraram suas atividades. No ano de 2007, foram iniciadas 242 empresas, e encerradas 211. No ano de 2008, foram iniciadas 637, e encerradas 180. Nos primeiros meses de 2009, foram iniciadas 250 empresas e encerradas 30 empresas. Conclusões: É fundamental que a sociedade e, principalmente, os governantes reconheçam as PMEs como um caminho para a geração de empregos e para o crescimento econômico, porque são geradoras de renda e estimulam a competência, contribuindo assim para amenizar problemas sociais. Esses fatos deixaram um saldo positivo de 1.124 empresas em Umuarama, entre o ano de 2006 e os primeiros meses de 2009. Orgão de Fomento: UNIPAR

Palavras-chave


Mortalidade de Empresas, Pequenas e Médias Empresas, Empreendedorismo, Mortalidade de Empresas, Crescimento Econômico

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