AnÁlise Ambiental Do Setor Agroindustrial OrizÍcola Na Fronteira Oeste Do Rs.

Adriana Diniz Corrêa, Franclin Ferreira Wenceslau, Caroline Dutra Ochôa, Letícia Fagundes Pereira

Resumo


Introdução: Nesta pesquisa procurou-se elaborar um diagnostico do setor orizícola na Fronteira Oeste do RS, partindo do principio de que uma nova postura em termos ambientais vem sendo agregada dentro das organizações, principalmente após 1992, com a Eco-92. Buscou-se identificar as novas estratégias aplicadas dentro do campo da Gestão Ambiental. Material e Métodos: Utilizando-se de análises documentais, entrevistas e levando-se em conta as variáveis quantitativas: funcionários inseridos no processo de inovação tecnológica, processos e tecnologias implantadas; e, as variáveis qualitativas: prioridade da gestão ambiental, gestão integrada dos processos tecnológicos, melhorias sistêmicas, orientação para o consumidor, enfoque preventivo, divulgação e reconhecimento do esforço comum. Resultados e Discussão: Depois de analisadas, estas variáveis aferiram os seguintes resultados: as organizações têm buscado melhorias nos seus processos produtivos e melhor eficiência ambiental; basicamente, indústrias de médio e grande porte vêm alavancando estas novas estratégias, pois os investimentos no setor são altíssimos. Projetos de co-geração de energia a partir da biomassa, como a casca de arroz, resíduo mais poluidor do beneficiamento de seu principal produto: o arroz, em perspectivas técnicas estas usinas tem capacidade de geração em torno de 3MW e um consumo de aproximadamente 23.000t casca /ano, resíduo que deixa de ser lançado no meio ambiente e passa a servir como matéria-prima. Estas inovações vêm trazendo bons resultados do ponto de vista ambiental e econômico e, apesar dos altos investimentos iniciais, o retorno com a utilização destas tecnologias tem se apresentado como viável em médio e longo prazo. Conclusões: A pesquisa apontou que esta nova postura administrativa ainda é incipiente nas empresas de pequeno porte; por necessitarem de grande capital para sua aquisição, estas indústrias procuram se adequar às exigências dos órgãos fiscalizadores, enquanto que as de médio e grande porte encontram problemas em outras partes do processo, como no caso da cinza resultante da queima da casca de arroz. O setor orizícola na metade sul do RS vem, nos últimos anos, se adequando a uma postura ambiental pró-ativa, a passos lentos, com grandes dificuldades de encontrarem profissionais, tecnologias, instrumentos e equipamentos adequados para uma efetiva melhoria nos seus sistemas produtivos e de Gestão Ambiental. Orgão de Fomento: CNPq

Palavras-chave


Inovações Tecnológicas, Gestão Ambiental, Biomassa, Co-geração de Energia, Agroindustrias de Arroz

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