EstratÉgia Organizacional: A Realidade Nas Pequenas E MÉdias Empresas Familiares

Taynise Gonçalves Ferreira, Cláudio Sonáglio Albano, Jairo Genro Neto, Giuliane Facco

Resumo


Introdução: O objetivo do planejamento estratégico surgiu da necessidade as organizações em competir e permanecerem atuantes em seus mercados, cada vez mais competitivos. Não restam dúvidas que organizações, com melhores estratégias deverão ter melhores condições para sucesso em mercados, cada vez mais competitivos (Hamel & Prahalad, 2006). Assim, o processo de estratégia é a elaboração e implementação de um plano de ação para desenvolver, obter e manter vantagem competitiva em relação aos demais competidores. Podemos definir estratégia como “um processo contínuo, interativo que visa manter a organização harmonizada internamente e integrada ao seu ambiente externo” (Peter & Samuel, 2005). Embora seja reconhecidamente um processo importante, diversos estudos e trabalhos já mostraram que algumas organizações, com características particulares, tais como: pequenas e médias empresas, empresas familiares, entre outras tem dificuldades para formalizarem seus processos de estratégias. O trabalho teve como objetivo verificar como as empresas familiares, do ramo de agroindústria da região da campanha do Rio Grande do Sul, se comportam quando da elaboração de suas estratégias. Estas empresas, conforme classificação do Sebrae, também podem ser consideradas de médio porte. Material e Métodos: Para desenvolver o trabalho foi utilizado um instrumento de coleta de dados, que abordava algumas questões relacionadas com o processo de planejamento estratégico, tais como: a organização tem missão, visão e valores formalmente definidos, como monitora o ambiente externo, ou seja, que fontes de informações utiliza, como analisa suas forças e fraquezas internamente, que recursos utiliza para elaborar e implementar suas estratégias. Foram realizadas entrevistas pessoais, com os gestores das organizações, para a coleta dos dados, com empresas das cidades de Bagé e Dom Pedrito. Resultados e Discussão: A análise das informações coletadas, demonstra que todas organizações tem definidos formalmente, missão, visão e valores, definidos de forma direta e centralizada pelos seus proprietários, que também são seus gestores. Quanto às formas de monitoramento do ambiente externo, todas relatam que as principais fontes de monitoramento, são informais, tais como: jornais, revistas, outros meios de noticiários. Uma forma monitoramento do ambiente, bastante citada na literatura e utilizada por estas organizações, são os fornecedores e concorrentes. As organizações não têm uma metodologia formal de análises de suas força e fraquezas internamente, suas ações internas são adequadas às exigências do ambiente externo e desta forma se adéquam a estas exigências. As organizações não têm políticas formais para, quando da implementação das estratégias, monitorar estas ações e seus indicadores, ou seja, verificar se as estratégias estão conseguindo alcançar seus propósitos. Conclusões: Podemos concluir que efetivamente o processo de planejamento estratégico, nas pequenas e médias empresas, em especial com gestão familiar, ainda é uma realidade distante da teoria, pois estes gestores visualizam muitas formalidades em todo o processo, conforme demonstram seus relatos. Este fato já era apontado por Piovezan, Laurindo e Carvalho, quando relatam que este cenário se concretiza nestas organizações pois estes gestores declaram ser este processo ainda algo muito complexo com técnicas muito formais. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Estratégia, Organizações, Organizações Familiares, Pequenas e médias organizações

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