A Formação Continuada De Professores De MatemÁtica E Suas Implicações Nos Resultados Escolares Desejados

Anderson De Almeida, Karla Beatriz Vivian Silveira, Simone Portella Teixeira De Mello

Resumo


Introdução: Transformações sociais vigentes implicam mudanças na escola e na educação escolar, onde é crescente a exigência em relação aos resultados da ação pedagógica e a conscientização progressiva da necessidade de ofertar condições objetivas para que os resultados aconteçam, considerando a heterogeneidade que caracteriza o corpo docente e as escolas e, não apenas, a competência dos professores (SOUZA, 2006). Este estudo é um recorte do projeto de pesquisa “Contribuições para a melhoria dos índices de evasão e repetência na área de matemática: a formação continuada de professores de matemática e suas implicações nos resultados escolares desejados”, tendo como etapa inicial conhecer o perfil escolar e profissional dos professores de matemática da rede. Bagé é um dos 3.311 municípios do país com menor IDEB. Em 2007, teve o índice de 4,1 nos anos iniciais e 3,7 nos anos finais (IDEB/INEP, 2009). Ficou em 2.704° na Provinha Brasil A lacuna maior está nas séries finais do ensino fundamental, relato de professores, supervisores e diretores escolares (Deameci e Mello, 2009). O Plano Municipal de Educação de Bagé traz em seus desafios a superação desses índices (PME Bagé, 2008). Atualmente, 35,9% dos professores da rede têm curso superior completo, mas nem todos que atuam na disciplina são licenciados em Matemática. Infere-se que a formação específica na área de atuação é essencial nas práticas escolares de mobilização de cultura matemática (MIGUEL, VILELA, 2008). Material e Métodos: A metodologia baseia-se em Freire (1996), na construção do conhecimento de forma dialógica, onde a leitura de mundo precede a leitura da palavra, e o estímulo aos professores investigados discorrerem sobre sua trajetória escolar, profissional e refletir na concepção de Schön (2000), ações futuras em oficinas de educação matemática. As perguntas de pesquisa, em construção, tratam das potencialidades e fragilidades na formação, áreas da matemática preferidas, dificuldades em ensinar, hábitos de estudo e preparação de aulas, estratégias de ensino, uso do livro didático, ensino associado à pesquisa, ciência matemática e cotidiano escolar, questões para etapa posterior das oficinas de educação matemática (Deamici e Mello, 2009). Nos valemos de Gandin e Cruz (2008) para tratar do planejamento do ensino, Lorenzatto (2006) na construção de materiais didáticos, André (2001) e Perrenoud (2000) no papel da pesquisa na formação e na prática dos professores investigados. Resultados e Discussão: Os resultados parciais mostram que mesmo os formados na área têm dificuldades em desenvolver conteúdos matemáticos claros, contextualizados e interdisciplinares (BELLO, 2008). A experiência de um dos autores, professora estadual, mostra a dificuldade de tornar a matemática atrativa e ativadora de novos conhecimentos; a pouca capacitação para atuar na diversidade, desde déficit de aprendizagem à violência; assim como a constante retomada de conteúdos anteriores, priorizando a leitura, escrita e oralidade na educação matemática e a relação dessas com a experiência, elemento promotor tanto da formação quanto da transformação do sujeito. (LARROSA, 2002). Conclusões: As conclusões, provisórias, indicam a distância considerável entre o que se pode realizar de ações docentes e o que é possível. Essenciais à ruptura com tal distância está a formação continuada de professores e a vontade para rever concepções enrijecidas ao longo do tempo. Na formação de professores de matemática os desafios não devem estar desvinculados de questões educacionais mais amplas. Orgão de Fomento: UNIPAMPA

Palavras-chave


formação continuada, professor de matemática, resultados escolares desejados, índices escolares

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