Dificuldades De Adesão Ao Tratamento Do Grupo Hiperdia- Bairro União Das Vilas De Uruguaiana: Um Desafio Para Promoção Em Saúde.

Tatiele Roehrs Gelati, Camila Gallarreta Rolão, Aline Basso Da Silva, Vilma Constancia Fioravante Dos Santos, Beatriz Franchini

Resumo


Introdução: Dentre as doenças crônico-degenerativas, a hipertensão arterial e o Diabetes mellitus são as mais comuns, cujo tratamento e controle exigem alterações de comportamento em relação à dieta, exercícios físicos e o estilo de vida. Estas doenças podem comprometer a qualidade de vida, se não houver orientação adequada quanto ao tratamento ou o reconhecimento da importância das complicações que decorrem destas patologias. Durante a realização de práticas educativas no Grupo HIPERDIA do Bairro União das Vilas- Uruguaiana, sentiu-se a necessidade por parte dos acadêmicos do curso de Enfermagem da Unipampa de conhecer as dificuldades de adesão ao tratamento do Grupo. Material e Métodos: Objetivos: Identificar os principais fatores que influenciam a não adesão ao tratamento dos usuários do grupo HIPERDIA- União das vilas da cidade de Uruguaiana. Metodologia: Foi realizada uma pesquisa qualitativa exploratória a partir da observação paticipante e uso de entrevistas semi-estruturadas realizadas com 11 pessoas em reuniões do grupo entre abril e junho de 2009 Resultados e Discussão: Inicialmente observou-se que há falta de estrutura do posto de saúde da região, falta de profissionais para a demanda de usuários, necessidade de qualificação dos mesmos para orientações específicas sobre as doenças crônico-degenerativas também precariedade de condições sócio-culturais e econômicas da população local. Identificou-se através das entrevistas que a idade média do HIPERDIA é de 53,6 anos. Dentre as 360 pessoas cadastradas no local com algumas das patologias em questão apenas 3,05% dos cadastrados freqüentam o grupo. A maioria dos usuários são Hipertensos, sendo um com Diabetes e três pessoas com Hipertensão e Diabetes.Os problemas encontrados durante relatos nos encontros com o grupo e evidenciados nas entrevistas da população pesquisada, foram dificuldades econômicas para mudança de hábitos alimentares, baixa escolaridade dos usuários dificultando assim o entendimento sobre a doença, administração da medicação e os efeitos colaterais relacionados a interrupção do tratamento. A falta de estímulo a prática de exercícios físicos, carência de esclarecimentos por parte dos profissionais de saúde para melhor entendimento das conseqüências do baixo sucesso terapêutico, baixa auto- estima e preocupações relativas ao cotidiano e a família que interferem na saúde mental do grupo.Em relação às melhoras evidenciadas com a promoção em saúde, o grupo expõe que com a intervenção dos acadêmicos houve melhores esclarecimentos, orientações sobre as patologias, uso dos medicamentos, efeitos colaterais e estratégias para adesão de uma dieta saudável conforme as condições econômicas do grupo. Houve também o estímulo à prática de exercícios físicos com a criação de um grupo de caminhadas e formas de lidar com o envelhecimento e a ansiedade através do espaço de escuta e troca de experiências. Conclusões: Neste contexto, percebe-se a importância de uma promoção em saúde baseada no conhecimento da clientela, na troca de informações, na educação e principalmente emponderamento do usuário acerca de sua doença. Concluiu-se ainda que as dificuldades de adesão ao tratamento devem avaliadas e discutidas pelos profissionais com o grupo a partir da realidade local para melhorar a qualidade de vida e proporcionar um atendimento eficaz ao cliente. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Promoção da Saúde

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