Parafraseando A Inclusão

Susana Lucas Da Silveira Tavares

Resumo


Introdução: O presente trabalho analisa e reflete a questão da Inclusão de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais nas escolas regulares de ensino, abordando algumas concepções sobre aprendizagem e faz também uma breve analogia com a Internet, referindo-se a esta como excludente e não livre de rótulos. O indivíduo como ator de um círculo de ação, está aberto a novas concepções advindas das novas gerações, mas a Inclusão pretende ultrapassar os limites de uma simples reformulação de conceitos. Comenta-se ao decorrer do estudo, que o ato de incluir sugestiona bem mais que aceitar ou pensar, numa sucessão de atitudes, requer algo mais, como, ações, mudanças. A mudança de paradigmas adentra no momento em que o padrão do conhecimento deixa de ser nivelado e faz com que repensemos o direito de julgar alguém inferior por este não poder compartilhar do mesmo nível de conhecimentos ou habilidades que a maioria dita normal. A partir desta perspectiva, o processo educacional que visa favorecer os indivíduos desfavorecidos ou desacreditados nossa sociedade deve estender operacionalizando esta prática e dando sentido a uma inclusão que pode começar na escola, mas nunca se restringir a ela, ampliando até a vida profissional e social. Material e Métodos: Foi adotado como tipo de pesquisa o modelo etnográfico, se observou o contexto em questão ( sendo ele uma Escola Municipal de Ensino Fundamental) e buscou-se a constante observação e interação, através de uma pesquisa de campo e análise de fatos, textos, pesquisas e grades curriculares. Para o levantamento de dados desta pesquisa foram elaborados formulários de pesquisa para professores,comunidade escolar ( incluindo os familiares dos alunos) e equipe diretiva. Os instrumentos utilizados foram os recursos audiovisuais (gravador, máquina fotográfica, câmera filmadora e microcomputador). A observação registros, primeiramente subjetivos, também podem ser considerados como técnicas. Digo primeiramente subjetivos, porque a perspectiva é ao longo do trabalho é eliminar a subjetividade, com a intenção de ampliar ao coletivo o processo de construção de conhecimento. Resultados e Discussão: Os resultados das pesquisas apontam de um lado a falta de conhecimento ou deturpação do termo inclusão. Ou seja, muitos professores integram achando incluir e o discurso é dicotômico e muitas vezes incoerente. Os pais acham importante seus filhos frequentarem a escola, mas a percebem como um cenário de socialização, exlusivamente.Por outro lado, mas sendo este a minoria, hão os que acreditam, percebem os avanços e vantagens e apostam que um ensino de qualidade requer cidadãos mais justos, livres das amarras dos pré-conceitos. Tais práticas que antecedem e precedem sempre a Educação Inclusiva. Conclusões: O que se pode considerar, ao encerrar esse trabalho, é que a Educação Inclusiva não é somente um método, com práticas e objetivos. A Inclusão estende-se para a vida em sociedade como uma prática humana sem pré-conceitos que rompe paradigmas da normalidade, um termo tão pouco usado atualmente e sem significações relevantes para a vida corriqueira.Devemos saber até onde podemos e queremos ir, até onde tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais pode ser parâmetro de inclusão e perceber que as pessoas sejam elas quem forem possuem suas limitações e diferenças, mas que isso não é motivo para serem desacreditadas. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Inclusão, Paradigmas, Concepções

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