Abordagem Contingencial Da Administração: O Caso Da Cooperativa De Lã TejupÁ De São Gabriel/rs

Maiara De Oliveira Noronha, Marina Rigom Bolzan, Marianne Macedo Goulart Dambrós, Victor Paulo Kloeckner Pires

Resumo


Introdução: A palavra contingência significa algo incerto ou eventual, que pode suceder ou não, dependendo das circunstâncias. A abordagem contingencial salienta que não se alcança eficácia organizacional seguindo um único e exclusivo modelo de administração. Ainda, estudos recentes revelam uma nova perspectiva teórica: a estrutura da organização e seu funcionamento são dependentes da sua interface com o ambiente externo. Esta abordagem é eminentemente externa: enfatiza o efeito das consequências ambientais sobre o comportamento observável e objetivo das pessoas. As organizações apresentam características de diferenciação e integração. As quais são definidas do seguinte modo: diferenciação é a divisão da organização em departamentos, cada qual desempenhando uma tarefa especializada para um contexto ambiental também especializado, já integração refere-se ao processo gerado por pressões vindas do ambiente global para que a organização alcance unidade de esforços e coordenação entre os vários departamentos. Material e Métodos: Através de uma abordagem qualitativa e da utilização dos métodos descritivo e estudo de caso, este estudo tem por finalidade analisar a estrutura formal de uma cooperativa a luz dos princípios norteadores da Teoria Contingencial da Administração. Ao visitar a Cooperativa de lã Tejupá localizada no município de São Gabriel-RS, foi possível observar a sua estrutura organizacional e apontar suas principais características: a hierarquia da organização é composta por presidente, vice-presidente, secretário, e comissão administrativa. Os dados foram coletados através de entrevistas não estruturadas e a análise dos mesmos consideraram a bibliografia existente sobre o tema. Resultados e Discussão: A comissão administrativa faz parte de todas as tomadas de decisões da empresa, no entanto, é o presidente quem aprova as decisões finais. Além disso, cada setor (veterinário, financeiro, burocrático, administrativo, recursos humanos), tem seu responsável, e por se tratar de uma cooperativa não há um único proprietário, os mantenedores da empresa são seus sócios. O preço de compra e venda da lã é estipulado pelo mercado externo, afinal a cooperativa vende o produto para empresas exportadoras. Os produtores cooperativados recebem auxílio técnico para o melhoramento da produtividade, controle do rebanho e qualidade da lã, bem como orientações diversas através de palestras e seminários. Durante o trabalho foram identificadas quais características abordadas na teoria contingencial se enquadra a Cooperativa de lã Tejupá. Assim, a organização é orgânica e apresenta estrutura flexível, cargos continuamente redefinidos por interação, tarefas executadas com o conhecimento de cada indivíduo, amplitude de controle dos supervisores, predomínio da interação lateral sobre a vertical e bom relacionamento humano. Conclusões: A Cooperativa de lã Tejupá segue o pressuposto de que não há uma única e melhor forma de organização; situações diferenciadas pedem medidas diferenciadas. Neste sentido, é necessário que se considere que a abordagem contingencial da administração propicia o entendimento dos relacionamentos entre fatores que influenciam a estrutura, a própria administração e a operação das atividades empresariais. Orgão de Fomento: Unipampa

Palavras-chave


Cooperativa, Contingência, Administração, Pressupostos

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