Inclusão Na Rede Pública De Ensino No MunicÍpio De Jaguarão

Franciane Nunes Lima, Daniel Mendonça De Souza, Andreis Araujo, Lutiele Cardoso, Silvia Pinheiro

Resumo


Introdução: A história dos Portadores de Necessidades Educacionais Especiais (PNEE´s) demonstra que estes estiveram por muitos anos excluídos da sociedade. No que se refere à educação destes já tivemos políticas como a de Integração e atualmente estamos, com base na Lei Diretriz e Bases 9394/96 vivenciando o processo de Inclusão. A educação especial é uma modalidade de educação escolar que permeia todas as etapas e níveis de ensino garantindo o direito de acesso e permanência dos PNEE´s nas classes regulares. Modifica-se o paradigma quem tem que se adequar aos alunos PNEE´s é a escola. A inclusão possui como objetivo restituir o PNEE´s a classe regular, possibilitando-lhe maior participação dentro do contexto social. Para que se atinja este objetivo faz-se necessário uma reorganização profunda da escola. Material e Métodos: O presente projeto tem como objetivo investigar como está ocorrendo o processo de inclusão nas séries iniciais do ensino fundamental (1° a 5°) das escolas Públicas (Estadual e Municipal) do Município de Jaguarão/RS. A metodologia utilizada foi a descritiva e optou-se pela análise quantitativa dos dados. Estes foram coletados através de entrevista à equipe diretiva das quatorze Escolas Públicas do Município de Jaguarão, sendo estas sete Estaduais e sete Municipais, utilizando-se de questionário composto por perguntas abertas e fechadas. Porém até o presente momento pode-se analisar os dados das sete escolas Estaduais. Resultados e Discussão: A partir dos dados colhidos e analisados até o presente momento pode-se concluir que há PNEE´s na rede Estadual de ensino, identificados em 82% das escolas perfazendo um total de 4,5% alunos (48) , sendo 70,8% masculinos e 29,2% femininos. Conforme Vitalino (2007), Kasper, Loch e Pereira (2008) a presença de alunos PNEE´s na rede regular de ensino será cada vez maior devido a exigência da LDB. Existe uma sala de recursos que atende 25% alunos os 75% restantes estão na classe regular. Identificaram que são portadores deficiência mental (35,4%), transtornos de aprendizados (18,7%), transtornos motor (12,5%), quadros psicológicos (10,4%), com baixa visão (10,4%), quadros psiquiátricos (4,2%), deficiências física (4,2%), Síndrome de Down (2,1%) e transtorno de comunicação (2,1%). Um pouco mais da metade das escolas investigadas possuem profissionais capacitados para atendê-los, mas 86% não trabalha junto aos portadores, somente 14% que atua na sala de recurso. A maioria das escolas é favorável ao processo de inclusão, porém estranhamente mais da metade não realizam adaptações no processo de avaliação e um pouco mais da metade faz adequações no currículo. Para Monteiro e Manzini (2008) as adequações curriculares devem ser realizadas. Constatou-se na presente pesquisa que um pouco mais da metade das escolas as realizam. É consenso para todos os autores e confirmado nesta pesquisa que os professores precisam ser preparados e atuarem de acordo com sua formação. Conclusões: Existem PNEE´s na rede Estadual de ensino, prevalência do sexo masculino. A maioria destes alunos cursa classe regular e uma minoria frequenta sala de recursos. As escolas são favoráveis ao processo de inclusão e mais da metade das escolas possuem profissional capacitado, mas não trabalham com os portadores. Faz-se importante que os professores atuem em suas áreas de formação e os que não possuem sejam qualificados. Cabe ressaltar que a pesquisa encontra-se em andamento. Orgão de Fomento: Universidade Federal do Pampa

Palavras-chave


inclusão, escola, necessidade, educacional, especial

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