Reabilitação: Um Estudo De Caso Sobre Os Efeitos Provenientes De Um Tratamento EquoterÁpico Em Crianças Com Paralisia Cerebral

Liane Da Silva De Vargas, Rodrigo Balk, Juliana Macke Hellwig, Taís Pereira, Vanderlei Folmer

Resumo


Introdução: Fundamentando-se no movimento tridimensional do cavalo, a equoterapia é um recurso terapêutico que utiliza o cavalo como um instrumento cinesioterapêutico para proporcionar uma melhora nas áreas motoras, cognitivas e emocionais de indivíduos portadores de necessidades especiais. Este estudo tem por objetivo avaliar os efeitos provenientes de um tratamento equoterápico, aplicado em caso de paralisia cerebral (PC) aliado a orientações fornecidas aos familiares sobre a melhor forma de tratar com a criança, maneiras de lidar com a mesma e adaptações que podem ser feitas no lar, e analisar até que ponto estes fatores influenciarão na evolução da criança durante o período do tratamento equoterápico. Material e Métodos: Trata-se de um estudo de caso de viés qualitativo, no qual o sujeito foi uma criança, F.L.E., com cinco anos de idade e que apresenta um quadro de PC. A coleta dos dados foi realizada no centro de equoterapia General Fidélis na cidade de Uruguaiana/RS, e para a mesma foram necessárias sessões de observação, uma avaliação elaborada pelo coordenador do projeto e registro de imagens. Após a avaliação foi definido o diagnóstico fisioterapêutico do praticante, que incluía além de uma hipotonia de tronco associada à espasticidade de membros, um atraso no desenvolvimento neuropsicomotor. Posteriormente, foi elaborado um plano de tratamento, o qual utilizou o cavalo como método auxiliar à fisioterapia convencional em sessões que aconteceram duas vezes por semana com duração de 30 minutos. Como complemento a este estudo, foram fornecidas orientações sobre como auxiliar o desenvolvimento neuropsicomotor da criança no ambiente domiciliar. Resultados e Discussão: Os resultados deste estudo evidenciaram que a terapia de reabilitação com o uso do cavalo proporciona efeitos motores positivos a indivíduos portadores de Paralisia Cerebral, pois no decorrer do tratamento o praticante adquiriu melhor controle de cervical e de tronco, ambos ausentes no início da terapia. Notou-se também que houve a inibição de alguns padrões patológicos, isso devido aos inúmeros estímulos que chegam ao Sistema Nervoso Central, cuja ação vem contribuindo para o amadurecimento sensório-motor, levando a criança a adquirir gradativamente as etapas do desenvolvimento motor correspondentes a sua idade cronológica. A mudança de hábitos, promovida pelos esclarecimentos aos familiares do praticante, também contou como fator positivo no tratamento, pois melhorou a qualidade de vida do mesmo, bem como ajudou a prevenir vícios posturais e mobilidade inadequada da criança, os quais poderiam interferir no desenvolvimento neuropsicomotor normal. Conclusões: Conclui-se que a equoterapia promoveu não só uma melhora na qualidade de vida do praticante, mas também possibilitou ajustes biomecânicos tônicos que juntamente com a fisioterapia convencional influenciou positivamente o desenvolvimento neuropsicomotor desta criança. Estes efeitos são fundamentais nos casos de PC com hipotonia de tronco e espasticidade de membros, conforme observado neste caso. Entretanto, ressalta-se a necessidade continuidade desse trabalho para que se obtenham todos os benefícios provenientes de um tratamento equoterápico. Orgão de Fomento: unipampa

Palavras-chave


Reabilitação, Equoterapia, Paralisia Cerebral

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