Avaliação Da Sucata De Vidro Em Alegrete

Clarissa Saldanha Vessozi, Huillian Menger Antônio Severo, Lidiane Bittencourt Barroso

Resumo


Introdução: Alguns dos maiores problemas que o homem tem se deparado na atualidade, em respeito ao meio ambiente, é o acúmulo de resíduos, tanto sólido, líquido ou gasoso. Muito se tem falado em materiais recicláveis, mas na indústria da construção civil ainda são poucos os materiais reaproveitados, a maioria dos entulhos são utilizados em aterros onde podem poluir o meio ambiente. Um desses materiais é a sucata de vidro. Assim, o destino quase que certo dessa sucata é os lixões onde esse material ficará por muitos anos até se decompor. Com a busca de alternativas que solucionem ou minimizem tal problema, este trabalho teve como objetivo principal avaliar o lixão sob aspectos qualitativos da disposição da sucata de vidro. Material e Métodos: Foram realizadas entrevistas, no mês de setembro de 2009, com catadores da cooperativa do lixão e trabalhadores de vidraçarias do município de Alegrete, os mesmos foram questionados a respeito do volume e o valor monetário pago pelo resíduo. Também foi feito um levantamento fotográfico para avaliar qualitativamente as características e condições do lixão. Resultados e Discussão: De acordo com as informações recebidas dos colaboradores não há reutilização devido ao baixo preço pago pelo vidro reciclado, que é transportado pelo caminhão cedido pela Prefeitura Municipal de Alegrete, durante a coleta normal de resíduos e depositados no aterro controlado. Além disso, sabe-se que são recolhidos diariamente cerca de 50 toneladas de lixo, dos quais são apenas separados, em um barril de aproximadamente 200 litros, os vidros inservíveis. Havendo grande quantidade que é descartada para o aterro sem triagem. Eventualmente a sucata é comercializada e o valor pago pelo quilo do vidro é de R$0,03. Esta venda só é possível quando se tem uma carga suficiente para transporte até o município de Canoas, uma vez que o custo do frete é cerca de R$750,00. As garrafas de vinho inteiras são aproveitadas por fabricas no município de Jaguari sendo vendidas para os mesmos pelo preço de R$ 0,10 a garrafa (750 mL) e R$ 0,06 o garrafão (5L). Conclusões: Portanto, como há grande quantidade de sucata de vidro armazenada neste local, torna-se possível dar continuidade à pesquisa. Isto é, estudar as propriedades químicas e físicas do vidro, para ser utilizado em substituição do cimento ou agregado miúdo (areia) e avaliar a resistência mecânica de argamassas confeccionadas com adição de sucata de vidro proveniente de aterros ou lixões. Orgão de Fomento: UNIPAMPA

Palavras-chave


reciclagem, vidros inservíveis, materiais recicláveis, lixão, resíduos

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