Uso De ResÍduo De Biomassa Vegetal Para A Remoção De Corante Cristal Violeta De Solução Aquosa.uma Tecnologia Eficiente E De Baixo Custo No Tratamento De Águas.

Marilice Bretanha Silveira, Flávio André Pavan, Ana Cristina Mazzocato

Resumo


Introdução: A presença de corantes sintéticos em águas em particular o cristal violeta é extremamente indesejável tendo em vista os problemas que estes podem causar ao meio ambiente e a saúde humana. Neste estudo pioneiro nosso grupo está mostrando a aplicabilidade da casca da fruta do romã (Púnica Granatum) como um biossorvente barato e eficiente para a remoção do corante cristal violeta de solução aquosa.Para a obtenção da capacidade máxima de adsorção do biossorvente foram estudados a influência de parâmetros importantes como pH, tempo de agitação, dosagem de biossorvente e concentração inicial de corante. Os experimentos foram feitos pelo procedimento em batelada à temperatura ambiente. Material e Métodos: A fruta do romãzeira foi obtida no mercado local, posteriormente foi moída e lavada com água deionizada e seca em estufa a 60 ºC. O material resultante, um pó amarelo foi utilizado como adsorvente. Para estimar a capacidade máxima de adsorção do biossorvente, erlenmeyers contendo 0,4g do biossorvente e 50 mL de uma solução do corante variando de 1 a 500 mg/L foram mantidos sob agitação por 72 horas após este período de adsorção a quantidade de corante presente em solução foi determinada utilizando-se um espectrofotômetro com comprimento de onda em 580 nm. A capacidade máxima de adsorção do biossorvente é dependente do pH, da dosagem do biossorvente e do tempo de agitação.Em condições otimizadas de adsorção, pH 5.0, tempo de agitação 6 horas e dosagem de biossorvente 0,4g a capacidade máxima do biossorvente foi de 68,1 mg.g-1.A capacidade máxima de adsorção foi obtida na condição de saturação usando as isotermas de Langmuir e Freudlich. Resultados e Discussão: Foram estudados os efeitos do tempo de contato entre 1-72 h usando uma concentração constante(50mg/L) de solução do corante, pH 5.0 à 25ºC . O adsorvente foi separado da solução através de centrifugação por 20 min. e então a quantidade de corante na solução foi determinada. A adsorção aumenta com o aumento do tempo de contato. Máximo de remoção quantitativa foi obtido em menos de 5 h. Em uma outra parte do trabalho, foram feitos estudos de adsorção do cristal violeta no biossorvente usando uma quantidade fixa de biossorvente (400mg) em pH 5.0 e a temperatura ambiente. Para tal, concentrações do corante em solução foram variadas entre 1 a 500 mg/L e o tempo de agitação usado foi 72 h. Considerando a condição de saturação, a capacidade de adsorção do biossorvente é 68,1 mg.g-1. Conclusões: Os resultados obtidos mostram que a casca do romã (Púnica Granatum) é um eficiente biossorvente para a remoção do corante cristal violeta de solução aquosa. O equilíbrio de adsorção foi atingido após um tempo de contato de 6 horas.O estudo do efeito da dosagem do biossorvente mostrou que 0.4g de biossorvente é suficiente para a remoção do corante. A capacidade máxima de adsorção da casca do romã em pH 5 foi de 68,1 mg.g-1 com base na isoterma de Langmuir. A casca do romã apresenta-se como um promissor material para ser utilizado em processos de remediação de águas contaminadas com o corante cristal violeta. Orgão de Fomento: CNpq

Palavras-chave


Casca de romã, Biossorção, Cristal violeta

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