Screening FitoquÍmico Entre Amostra Caseira De Plectranthus Barbatus Andrews (boldo Nacional) E Amostra Comercial Peumus Boldus Molina (boldo Chileno).

Roseleine Emilia Guevedo Schneider, Jucelino Medeiros Marques Junior, Luis Armando Candido Tietbohl, Elton Luis Gasparotto Denardin, Cleci Menezes Moreira

Resumo


Introdução: Entre inúmeras variedades de vegetais de interesse medicinal, encontram-se duas espécies importantes conhecidas popularmente como boldo. A espécie plectranthus barbatus, da família lamiaceae, cultivada em todo território nacional e a variedade peumus boldus (monimiaceae), encontrada como produto fitoterápico comercial, importado do chile. Ambas utilizadas na medicina popular para distúrbios gastrintestinais e vem despertando grande interesse científico uma vez que estudos fitoquímicos comprovaram várias diferenças entre elas. Pesquisar a caracterização dessas espécies que são associadas erroneamente motivou a realização desse trabalho. Material e Métodos: Preparação dos boldos foi diferenciada devido à procedência distinta de cada espécie, o comercial, que previamente é desidratado, foi pulverizado. O caseiro foi seco em estufa e triturado.Alcalóide: infusão com quatro gramas do vegetal, solução de ácido clorídrico e aquecido até fervura. Mistura fria e alcalinizada, foi filtrada e dividida em dois funis de separação. Seguiram-se extrações com clorofórmio. O extrato orgânico foi evaporado e observado na lâmina a ocorrência de precipitado pela adição do reativo dragendorff. Antraquinona: duas gramas da droga foram extraídas com éter etílico, agitadas por dois minutos e filtradas para outro tubo. Foi adicionado hidróxido de sódio e observado o aparecimento da cor róseo-avermelhada.Tanino: quatro gramas da droga foram extraídas por infusão, filtradas e distribuídas em três tubos. No primeiro foram colocados dois mililitros do extrato com duas gotas de ácido clorídrico diluído mais solução de gelatina gota a gota, observa-se a precipitação. No segundo foram adicionados dois mililitros do extrato com dez mililitros de água destilada mais duas gotas de solução cloreto férrico. Observa-se a coloração verde ou azul. O terceiro foi o branco, somente o extrato.Saponina: teste qualitativo de espuma: prepara-se a infusão de duas gramas da droga, seguida de agitação por quinze minutos. Teste semi-quantitativa do índice de espuma, o infuso foi preparado com dez gramas e distribuído em dez tubos seguindo padrão diluição. Observa-se manutenção espuma persistente.Flavonóide: dez gramas da droga com noventa mililitros de álcool foram colocadas no agitador por quinze minutos. Após filtração, uma alíquota de dois mililitros foi colocada em banho-maria e evaporada até secura. O resíduo foi lavado com clorofórmio, redissolvido em etanol e transferido em outro tubo. Foram adicionados duzentos miligramas de magnésio em pó e verte-se ácido clorídrico concentrado. Observa-se a coloração característica. Resultados e Discussão: P. barbatus reagiu positivamente para flavonóide, tanino, antraquinona e saponina. Negativamente para alcalóide. Estes resultados já foram observados por outros autores.P. boldus reagiu negativamente somente para antraquinona e alcalóide, este último, tido como componente principal dessa espécie. Seria esperado reação positiva, sugerindo-se que possa ser devido ao período da coleta, condições climáticas, forma de desidratação acondicionamento, pois trata-se de amostra comercial. Conclusões: Este estudo qualitativo preliminar apresentou diferenças relacionadas aos metabólitos secundários, sugerindo que essas duas espécies não são iguais fitoquimicamente podendo ter efeitos fisiológico distintos. Fazem-se necessários posteriores estudos quantitativos, para garantir informações eficazes na utilização destes extratos em ações terapêuticas. Orgão de Fomento: FAPERGS

Palavras-chave


Screening Fitoquímico, Plectranthus barbatus Andrews, Peumus boldus Molina

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