Levantamento Das Parasitoses Intestinais Em Crianças De 4 à 12 Anos E FuncionÁrios Que Manipulam O Alimento De Um Centro Sócio-educativo De Uruguaiana, Rs, Brasil (dados Parciais)

Maria Isabel De Oliveira Figueiredo

Resumo


Introdução: Os enteroparasitos representam grave problema de saúde pública, sendo a maioria das vezes, ao lado da má nutrição, um dos responsáveis pela deficiência no aprendizado das crianças e no desenvolvimento físico podendo causar incapacidade funcional. Em função da maior urbanização e participação feminina no mercado de trabalho, as creches passaram a ser o primeiro ambiente externo ao doméstico que a criança freqüenta, tornando-se potenciais ambientes de contaminação. Nesta pesquisa considera-se importante participação manipuladores de alimento como potenciais transmissores de parasitas e a possibilidade de interromper este elo na cadeia de transmissão. O objetivo do trabalho é a identificação dos diversos parasitas intestinais que são albergados por crianças e funcionários que trabalham diretamente com a alimentação de um Centro Sócio Educativo de Uruguaiana, localizado na fronteira sudoeste do Rio Grande do Sul. Material e Métodos: A primeira coleta ocorreu no mês de março (estação verão) e a segunda foi no mês de setembro (estação inverno) que atualmente está sendo analisada. Após palestra introdutória foi assinado um termo de consentimento pelos funcionários, pais e ou responsáveis que autorizaram a analise do material fecal e aplicado um questionário socioeconômico, com a finalidade de investigar as condições de moradia, higiene, renda salarial familiar e escolaridade da mãe. Foram analisadas 46 amostras e realizados 92 exames coproparasitológicos usando o método de Hoffmann Pons & Janer ou Lutz, no Laboratório de Parasitologia e Doenças Parasitárias da PUCRS campus Uruguaiana. Resultados e Discussão: Sendo que (21) 45,65% das amostras positivaram. Os parasitas de maior freqüência entre os protozoários foram Entamoeba spp. (4) 19,05% e Giardia lamblia (2) 9,52% e entre helmintos Ascaris lumbricoides (5) 23,81%, Enterobius vermicularis (3) 14,29%, Trichuris trichiura (3) 14,29%. De acordo com os questionários conclui-se que as crianças mais atingidas são as que pertencem a famílias com renda mensal de um salário mínimo (16) 53,33%, condições do saneamento básico como escoamento para fossa (22) 61,11% e escolaridade da mãe de ensino fundamental incompleto (11) 34,38%. Ocorrendo ainda, a prevalência de animais domésticos, principalmente cães (27) 81,82%, demonstram um dado preocupante, pois as zoonoses contribuem como via de contaminação para as principais parasitoses. Das amostras das serventes, manipuladoras de alimento somente uma positivou, resultando uma freqüência de 20% para helminto.Os resultados parciais desta pesquisa mostram alta incidência de enteroparasitoses para crianças e funcionários. Os valores relacionados às crianças que freqüentam centros de convivência infantil estão de acordo com Gurgel et al. com o trabalho intitulado em Creche: ambiente expositor ou protetor nas infecções por parasitas intestinais em Aracaju, SE que encontraram 51,5% de positividade e Uchôa et al., na pesquisa em parasitoses intestinais em creches de Niterói, RJ, com 55% das amostras positivas. Conclusões: Mas acreditamos que para a redução destes resultados, além de programas educacionais contínuos de sensibilização da comunidade escolar, é preciso saneamento básico e controle das principais zoonoses, o que possibilitará uma melhoria na condição de vida para todos. Orgão de Fomento: BPA-PUCRS campus Uruguaiana

Palavras-chave


Coproparasitológico, Enteroparasitas, Alunos, Serventes

Apontamentos

  • Não há apontamentos.