Avaliação Do Comportamento De Espectros Do Ultravioleta De Formulações De Uso Tópico Contendo Extratos De Farelo De Arroz

Camila Martins Güez, Roseleine Emilia Guevedo Schneider, Laís Englert Moutinho, Cristiane Ziech, Fabiana Ernestina Barcellos Da Silva

Resumo


Introdução: O farelo de arroz é um subproduto do processamento do arroz, gerado a partir do polimento do grão. A obtenção de óleos voláteis a partir de matérias primas de origem vegetal é uma atividade de grande interesse para a indústria de alimentos, perfumes, cosméticos, farmacêutica entre outras. Porém, os produtos derivados plantas são misturas multicomponentes e sua eficácia pode estar associada a mais de um composto o que torna o seu controle da qualidade uma tarefa difícil.Os sistemas dispersos compreendem as preparações semi-sólidas contendo fármacos não dissolvidos ou imiscíveis que se encontram uniformemente distribuídos em um veículo. A incorporação de extratos vegetais em sistemas dispersos possibilita o desenvolvimento de formulações que podem ser utilizadas para uso tópico, como cremes, géis e pomadas.Para assegurar a qualidade destas formulações durante toda sua vida útil é necessária a realização de testes de estabilidade, obtidos a partir de métodos que aceleram alterações que possam ocorrer com o produto nas condições reais de mercado. A espectroscopia no ultravioleta é uma ferramenta útil na avaliação da estabilidade química de formulações farmacêuticas, já que possibilita a observação a partir do decaimento ou deslocamento dos espectros das formulações submetidas a condições de degradação forçada. Desta forma, este trabalho tem por objetivo a avaliação do comportamento de espectros do ultravioleta de formulações de uso tópico (creme e gel) contendo extrato vegetal submetidas a condições aceleradas de degradação. Material e Métodos: Para a obtenção dos extratos de farelo de arroz, empregou-se a maceração como método de extração, utilizando solventes polares (etanol e água) num período de extração de vinte e quatro horas. Ao término desta etapa, foi feita a incorporação destes extratos em sistemas dispersos, distribuidos nas concentrações de um, dois e quatro por cento nas diferentes bases (creme não iônico e gel de Carbopol). As formulações foram armazenadas nas temperaturas de quatro, vinte e cinco e quarenta e cinco graus celsius por um período de oitenta e quatro dias. Os espectros foram coletados em triplicata, em intervalos de análise de quatorze dias, na região do ultravioleta. Resultados e Discussão: Os espectros referentes às formulações testadas apresentaram perfil de absorção na região do ultravioleta, com pico de absorção próximo a duzentos e quarenta e cinco nanômetros. Os espectros observados durante o estudo não apresentaram decaimento deslocamento que pudessem sugerir degradação. Não foram observadas variações entre os perfis dos espectros referentes as diferentes bases (creme e gel). A espectroscopia no ultravioleta pode ser um indicativo qualitativo da degradação de compostos orgânicos, sendo útil na avaliação preliminar da estabilidade de formulações farmacêuticas. Conclusões: Desta forma, conclui-se que a partir do estudo proposto é possível avaliar o perfil dos espectros de formulações contendo extrato vegetal, em condições variáveis de armazenamento. Estudos posteriores devem ser conduzidos para avaliação quantitativa dos compostos passíveis de degradação. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Espectros no ultravioleta, Farelo de arroz, Sistemas dispersos

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