Perfil De 52 UsuÁrios Amputados Atendidos No Hospital Santa Casa De Caridade De Uruguaiana

Elane Fabíola De Sousa Jerônimo Da Silva, Andréia Caroline Fernandes Flores, Vanderlei Folmer, Verônica Bidinotto Brito

Resumo


Introdução: Amputação pode ser definida como sendo a retirada, normalmente cirúrgica, total ou parcial de um membro. As amputações de membros inferiores podem ter diversas etiologias relacionadas com problemas vasculares, neuropáticos, traumáticos, tumorais, infecciosos, congênitos e iatrogênicos. Um estudo de monitoração das amputações de membros inferiores, realizado no brasil, em seis grandes cidades, revelou que em cinco dessas, o diabetes mellitus (dm) foi a primeira causa de amputações. Com base no exposto, este estudo buscou investigar o perfil de usuários amputados atendidos no hospital de santa casa de caridade de uruguaiana (hsccu), mediante pesquisa direta em prontuários de pacientes amputados atendidos nesta instituição. Material e Métodos: Com o auxílio de um funcionário do setor de prontuários do hsccu e através de um termo firmado entre a diretoria do hsccu e a unipampa, foram escolhidos 52 prontuários aleatoriamente. As informações procuradas foram: idade, sexo, escolaridade, ocupação, motivo da internação, tempo de internação e nível de amputação. Para a realização deste trabalho também foi assinalado um termo de confidencialidade para que fosse resguardada a identificação dos pacientes. Resultados e Discussão: Os 52 prontuários analisados referiram-se a 21 pacientes, dos quais 17 eram do sexo masculino e 04 do sexo feminino. A idade dos pacientes variou de 12 dias de vida a 84 anos, com média geral de 49,76 anos. A média de idade para os pacientes diabéticos foi de 58,1 anos para os homens e de 68 anos para as mulheres. 52,3% dos pacientes possuía ensino fundamental incompleto, seguidos por 19% com ensino fundamental completo, 19% com ensino médio completo e 9,5% sem escolaridade. Quanto à ocupação, 33,3% dos pacientes declaram-se aposentados. As principais causas de amputação foram dm em 66, 7% dos casos; 9,5% por acidente de trabalho;trauma por acidente de trânsito, deficiência congênita, acidente doméstico, lúpus eritematoso sistêmico e artrite séptica em 4,7% dos casos cada. Para pacientes diabéticos, a média de tempo de internação foi de 34,9 dias, seguida por 13 dias para os outros casos. Em 85,7% dos casos as amputações foram realizadas nos membros inferiores, seguidos por 9,5 em membros superiores e 4,7 sem informação. As amputações menores em membros inferiores (pododáctilos e pés) foram as mais comuns. O tipo de dm mais encontrado foi o tipo II em 93,3% dos casos. A hipertensão arterial sistêmica (has)esteve associada ao dm em 66, 7% dos casos. Houve referência a atendimento fisioterapêutico em 4,7% do casos. A órtese mais utilizada para o deslocamento dos pacientes durante o período de internação foi a cadeira de rodas. Não houve referência de utilização de próteses pelos usuários amputados no período de internação hospitalar. Conclusões: Com base no exposto pode-se concluir que pacientes de dm, tendem a passar por períodos maiores de internação, sendo os gastos com as internações proporcionalmente maiores. Neste estudo verificou-se que a maioria das amputações foram realizadas em pacientes do sexo masculino, portadores de diabetes mellitus, na faixa etária de 58,1 anos e que a has esteve presente na maioria dos casos, agindo como fator complicante. Estes dados chamam a atenção para a importância de medidas educativas, que venham a prevenir o descontrole da glicemia e a ocorrência de complicações nos pés de pacientes diabéticos, evitando assim o risco de amputações e reduzindo os gastos com o tratamento destes pacientes. Orgão de Fomento: FAPERGS

Palavras-chave


Diabetes melitus, Pé diabético, Amputação, Promoção de saúde

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