Incidência De Neoplasias Cutâneas Nos Estados Do Rio Grande Do Sul E De Pernambuco No PerÍodo De 2001 A 2009

Fernanda Berwaldt Justen, Adriana Roese, Maiana Pinheiro Dos Santos, Naiana Oliveira Dos Santos, Vilma Constância Fioravante Dos Santos

Resumo


Introdução: No Brasil, as neoplasias cutâneas, mais conhecidas como câncer de pele, são as mais frequentes, correspondendo a cerca de 25% de todos os tumores malignos registrados no país. Quando detectado precocemente apresenta altos percentuais de cura (BRASIL, 2008). Atualmente considera-se a forma mais comum e prevenível de câncer, representando um importante problema de saúde pública, apresentando-se de duas formas: melanoma e não melanoma. Vários fatores têm sido atribuídos como risco para o desenvolvimento dessas neoplasias, tais como: cor da pele, horário e tempo de exposição ao sol, fazer uso de imunossupressão crônica (KLIGERMAN, 2002). O estudo tem como objetivo ilustrar a incidência de câncer de pele não melanoma e melanoma nos estados do Rio Grande do Sul (RS) e de Pernambuco (PE). Material e Métodos: O presente estudo é de natureza epidemiológica e transversal. A coleta de dados secundários foi realizada nos Indicadores e Dados Básicos, na base de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde, do Ministério da Saúde, referente a incidência de câncer de pele melanoma e não melanoma no RS e PE. Estudou-se o período de 2001 a 2009, por serem os anos em que constam, nas bases, a taxa de incidência por 100 mil habitantes, sendo que houve agregação nos anos de 2006-2007 e 2008-2009. A busca pelos dados deu-se no dia 18 de setembro de 2009. Optou-se por fazer uma comparação com um estado da região nordeste, PE, pois é o estado com a população aproximada da do RS, para demonstrar o grande contraste na incidência de câncer de pele. Resultados e Discussão: Os quadros das principais neoplasias diferem regionalmente pela grande heterogeneidade cultural, demográfica, socioeconômica e política encontradas no Brasil. Também deve-se levar em conta que são distintas a qualidade de assistência prestada, as informações fornecidas e a capacidade diagnóstica de cada região, bem como a notificação dos casos.No RS o tipo não melanoma, em homens, teve seu ápice em 2005 com 92,97 novos casos e nas mulheres, em 2006 e 2007, 88,30. O tipo melanoma tanto em homens como em mulheres vem crescendo, ao longo dos anos, sendo que para 2008 e 2009, considera-se 8,20 e 7,29, respectivamente. Em PE os índices são bem menores, porém preocupantes, a forma não melanoma, em homens, teve seu pico em 2005 com 60,48 casos. Em mulheres continua crescendo, sendo esperado, para os anos de 2008 e 2009, 76,98 novos casos. A forma melanoma, em homens, teve seu ápice em 2006 e 2007 com 1,31 novos casos e, em mulheres, em 2005 com 1,35. A partir dos resultados encontrados, pode-se observar a nítida diferença entre os Estados, sendo consideravelmente maiores no RS. Conclusões: O RS, por suas características étnicas, e ter uma porção considerável de indivíduos de pele clara, e pelo grande número de pessoas dedicadas a atividades agrícolas, portanto com maior exposição a radiação solar, apresenta uma população de alto risco para o câncer de pele (BAKOS, 1991).Os recursos despendidos no diagnóstico e tratamento das doenças, principalmente na área oncológica somam valores elevados, sendo que a prevenção e o controle do câncer é, sem dúvida, a estratégia mais barata e humana para a promoção da saúde.O papel do enfermeiro é assistir o usuário, família e comunidade, promovendo ações educativas, propondo a prevenção e promoção de saúde, visando à educação e ao suporte psicossocial. Desta forma, auxilia-os a tomar a decisão de cuidar da própria saúde e a desenvolver estratégias de prevenção. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Neoplasias Cutâneas, Prevenção, Incidência

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