Visita DomiciliÁria: Reflexão Acerca Da Interação Do Enfermeiro E UsuÁrio Na Promoção Da Saúde

Vilma Constancia Fioravante Dos Santos, Naiana Oliveira Dos Santos, Maiana Pinheiro Dos Santos, Fernanda Berwaldt Justen, Adriana Roese

Resumo


Introdução: O Programa de Saúde da Família (PSF) foi criado 1994, sendo remodelado em 1997, tornando-se Estratégia de Saúde da Família (ESF), constituindo-se num novo modelo de atenção à saúde. Propõe-se a desenvolver ações educativas/preventivas e manter rapidez no atendimento aos problemas de saúde mais simples e, estas metas exigem a proximidade das pessoas (BRASIL, 2009). Nisso, a visita domiciliária (VD) é vista como instrumento facilitador e de ação para a reorganização do processo de cuidado, voltado para a família. Roese (2004) pontua que a VD é um instrumento que permite ao profissional da saúde interagir com o usuário no meio em que ele vive, observando e conhecendo sua realidade. Objetiva-se avaliar a produção do enfermeiro na ESF, em relação aos dados do monitoramento das VDs desenvolvidas na comunidade e o número de famílias cadastradas. Material e Métodos: O presente estudo é de natureza epidemiológica e transversal. A coleta de dados secundários foi realizada no Sistema de Informação de Atenção Básica (SIAB), na base de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do Ministério da Saúde, referente ao número de famílias cadastradas por ESF e o de VDs de Enfermagem realizadas, por ano, no município de Uruguaiana. Elegeu-se Uruguaiana por ser um dos municípios nos quais a Universidade Federal do Pampa está em período de implantação, denotando-se a necessidade de um olhar crítico acerca dos marcadores de saúde que cidade apresenta. O período estudado compreende os anos de 2004 a 2008. A coleta de dados ocorreu no dia 23 de setembro de 2009. Resultados e Discussão: A implantação da ESF em Uruguaiana aconteceu em 2004, atualmente o Município conta com duas equipes atuando nesse modelo de atenção, segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde – CNES (BRASIL, 2009). A partir dos dados coletados, observou-se a nítida disparidade do número de famílias cadastradas em relação ao número de VDs de enfermagem. O número de VDs de enfermagem cresceu até 2006, tendo seu ápice neste ano e, apresentando tendência decrescente até 2008. Referenciando-se ao número de famílias cadastradas, observou-se que entre os anos de 2004 a 2006 houve um aumento do número de famílias cadastradas e, entre os anos de 2006 e 2007, um decréscimo significativo, apresentando tendência constante até o ano de 2008. A visita domiciliar realizada pela enfermagem inclui um conjunto de ações de saúde voltadas para o atendimento, tanto educativo como assistencial (MATTOS, 1995). O enfermeiro assume um papel de relevância na busca por dados fidedignos, sendo importante na identificação de riscos reais e embasando estratégias para possíveis intervenções nos problemas de saúde (ROESE, 2004). Conclusões: Acredita-se que a visita domiciliar realizada pelo enfermeiro seja uma das principais ferramentas em Saúde Coletiva para a promoção da saúde. Desta forma, o trabalho do enfermeiro na ESF aproxima-o da realidade da comunidade e integra-a ao serviço de saúde, qualificando a assistência de enfermagem. Pensa-se que no município de Uruguaiana a visita domiciliar realizada pelo enfermeiro se consolidou no início da implantação da ESF, porém nota-se que ocorreu um retrocesso nesta atividade. Este fato tem como possíveis hipóteses a não configuração real da estratégia no Município. O enfermeiro assume uma maior responsabilidade, dentre outros, devido às dificuldades de trabalho em rede. Neste sentido, questiona-se se o número de famílias cadastradas condiz com a realidade de assistência ofertada pela ESF. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Esf, Saúde Coletiva, Visita Domiciliária, Enfermeiro, Promoção da Saúde

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