Hiperdia: Da Proposta A Uma Visão CrÍtica Acerca Do Fluxo De Dados

Maiana Pinheiro Dos Santos, Naiana Oliveira Dos Santos, Vilma Constancia Fioravante Dos Santos, Adriana Roese

Resumo


Introdução: O Sistema de Cadastramento e Acompanhamento de Hipertensos e Diabéticos (HiperDia) surgiu em 2002 com a proposta de cadastrar e acompanhar a população com Diabetes e Hipertensão, por estes agravos serem responsáveis por 65 por cento do total de óbitos na faixa etária de 30 a 69 anos (BRASIL, 2001). O programa permite monitorar os usuários e garantir o recebimento dos medicamentos necessários ao seu tratamento. Poderá, a médio prazo, ser traçado o perfil epidemiológico desta população, o que resultará na formulação de novas estratégias de Saúde Pública. A Hipertensão Arterial (HA) e o Diabetes Mellitus (DM) são problemas de saúde pública que denotam onerosos gastos para a sociedade e danoso impacto para o indivíduo. Neste estudo objetiva-se identificar a faixa etária e o sexo que tiveram maior número de cadastrados e acompanhados pelo HiperDia, no período estudado.Discutir os resultados à luz do referencial bibliográfico. Material e Métodos: O presente estudo é de natureza epidemiológica e transversal. A coleta de dados secundários referentes às taxas de Diabéticos e Hipertensos cadastrados e acompanhados pelo HiperDia foi realizada na base de dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do Ministério da Saúde. Elegeu-se o município de Uruguaiana/RS, por este ter particularidades, tais como: ser o Município de implantação da Universidade Federal do Pampa, Campus da Saúde e também pela contribuição que esta pode dar a comunidade em forma de ensino, extensão e pesquisa. Optou-se por estudar as taxas totais e por sexo de hipertensos e diabéticos monitorados pelo HiperDia. A faixa temporal avaliada foi de sete anos (2002 a 2008), a coleta de dados ocorreu no dia 12 de setembro de 2009. Realizou-se uma análise crítica dos resultados embasando em referencial teórico atualizado. Resultados e Discussão: Analisando-se os dados coletados observou-se que a faixa etária de 30 a 69 anos compreende o maior número de cadastrados e acompanhados pelo HiperDia. Subentendendo-se assim, que estes são os mais acometidos por essas doenças crônicas. Comparando-se os sexos, ainda a faixa etária de 30 a 69 continua predominante, porém as mulheres são as mais acometidas. Avalia-se que a prevalência de diabéticos no Brasil seja de 7,6 por cento, de 30 a 69 anos, entre os anos de 1986-1988, (BRASIL, 2001), e de HA de 27,1 por cento na Região Sul (Passos, 2006). Estima-se que a população de Uruguaiana seja de 123.743, IBGE (2007), onde possivelmente 9.404 seriam as pessoas acometidas por diabetes e 33.534 acometidas por HA, de acordo com as porcentagens citadas. Sendo que na base de dados do HiperDia encontram-se cadastrados 198 diabéticos e 6.248 hipertensos, assim questiona-se o porquê dessa diferença entre as taxas epidemiológicas e as taxas cadastradas. Sugestiona-se que pode estar relacionado à fidedignidade da coleta e registro destes dados, e também a falhas no acesso dos usuários ao sistema. É relevante o fato do sexo feminino ser o mais prevalente, levantando a hipótese de que as mulheres procuram mais os serviços de saúde. Conclusões: Considera-se que as altas taxas de diabetes associadas a hipertensão denotam a necessidade de um programa eficaz que atinja o maior número de pessoas possíveis, pois dessa forma o programa alcançará os objetivos que visam melhor qualidade de vida das pessoas e a redução do custo social. Ressalta-se que a atualização da prevalência destas doenças depende de dados fidedignos para que se consiga realmente traçar o perfil epidemiológico da população. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Hiperdia, Saúde Pública, Doenças Crônicas, Perfil Epidemiológico, Registro de dados

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