Metodologia De Ensino - Aprendizagem Da CinemÁtica Da Marcha

Daniele Winckler Lemos, Stèphanie Jesien, Thais Mello Andrighetto, Felipe P. Carpes

Resumo


Introdução: A deambulação é uma forma de locomoção que envolve o uso dos membros inferiores alternadamente, com fases de apoio e propulsão pelo contato com o solo por todo tempo. A normalidade do andar varia em função de sexo, idade, massa corporal, estatura, etc. O início do ciclo se dá no momento em que o calcanhar toca o solo; durante o ciclo existem duas fases: apoio (pé em contato com o solo e o tronco ultrapassa o membro apoiado); e balanço (quando ocorre o avanço do membro). O toque subsequente do calcanhar encerra o ciclo. Em biomecânica, avaliações de andar empregam conceitos de cinemática linear e angular. O objetivo deste trabalho foi descrever um método prático de ensino-aprendizagem para aulas práticas de biomecânica, considerando a cinemática linear. Material e Métodos: Para ilustrar a metodologia empregada, o estudo foi realizado com um sujeito do sexo feminino, estatura de 1,70 m e massa corporal de 56 kg. Este sujeito foi submetido à avaliação da velocidade preferida ao andar, variabilidade da velocidade, comprimento do passo, da passada e largura do passo. As medidas de velocidade foram obtidas considerando um trajeto de 9,8 m, onde uma faixa de papel pardo foi posicionada, e um cronômetro. O sujeito realizou dez vezes a caminhada no trajeto, sendo calculada a velocidade média para cada tentativa. A velocidade preferida foi a velocidade média entre as dez tentativas. A variabilidade foi calculada pela razão entre o desvio-padrão e a média dos dados. Para medidas espaciais, os pés do sujeito foram pintados com tinta guache de fácil remoção. O sujeito caminhou pelo trajeto de dimensão conhecida, e a partir das marcas deixadas pelo contato do pé com o solo, as medidas foram realizadas utilizando réguas e fitas métricas. A avaliação foi feita considerando duas situações: na velocidade preferida e na máxima velocidade de andar. O comprimento da passada foi analisado para o membro preferido e não-preferido, determinados com base no inventário de Waterloo. O comprimento do membro inferior preferido e não preferido foi analisado bilateralmente considerando a distância entre a crista ilíaca ântero-superior e o maléolo interno sendo medido com sujeito na posição de decúbito dorsal. Resultados e Discussão: À distância percorrida foi de 9,8 metros, e o membro preferido foi o direito. O membro direito mediu 94 cm e o esquerdo 96,5 cm. A velocidade média preferida foi de 5,49 km/h, e a velocidade máxima de 6,40 km/h. Verificou-se também que largura da passada direta de 1,33 m e a esquerda de 1,42 m (na velocidade preferida) a medida do passo (de calcanhar a calcanhar) é de 62.5cm. Já na velocidade máxima a largura da passada direita é de 1.65 m e a esquerda de 1.685 m; a medida do passo é de 86cm. Por último verificamos que a largura do passo é de 2.5cm.A diferença no comprimento da passada no membro preferido e não-preferido reflete a influência da diferença no comprimento do membro inferior. O aumento da velocidade máxima foi relacionada com o aumento do comprimento do passo e da passada. Conclusões: A análise de variáveis da cinemática linear a partir de uma metodologia descritiva de baixo custo permite a compreensão de conceitos teóricos da biomecânica e pode ser uma ferramenta para análise clínica da marcha. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


marcha, velocidade, membros

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