Doenças Sexualmente TransmissÍveis: Conhecimento, Atitudes E Percepções Entre Os Estudantes De Uma Escola Pública, Uruguaiana, Rs, Brasil.

Valéria Cristina Da Silva, Josiane Folletto Bianchin, Gustavo Justen Dos Santos, Maria Del Carmen Braccini

Resumo


Introdução: Os adolescentes estão, cada vez mais cedo, deparando-se com novos valores comportamentais relacionados com a afetividade e a vida sexual. Esta fase geralmente se dá com muita desinformação, deixando-os vulneráveis a situações de risco como às doenças sexualmente transmissíveis (DST). Percebe-se que, mesmo sendo a informação parte importante na educação sobre sexualidade e prevenção das DST, a disseminação do conhecimento para promover o sexo seguro e sadio continua sendo ignorado e não tem conseguido provocar a mudança de comportamento desejada entre os jovens. Sendo assim, este estudo visa avaliar o conhecimento sobre DST, os fatores associados e as atitudes tomadas pelos adolescentes quanto à prevenção. Material e Métodos: A pesquisa foi desenvolvida com alunos de 7ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e 1ª, 2ª e 3ª séries do Ensino Médio de uma escola pública, no turno da manhã, tendo como instrumento um questionário estruturado, anônimo, onde se preservou a identidade do aluno. Para a participação dos estudantes menos de 18 anos, se solicitou que o responsável assinasse um termo de consentimento e por sua vez todos os alunos foram informados que não haveria represália, caso não quisessem participar. Durante o período de aula, os alunos foram convidados a responder, com a presença dos pesquisadores e do professor e logo após, recolhido o material e imediatamente arquivado em envelope pardo para posterior análise dos dados. Resultados e Discussão: Participaram 323 estudantes, 53,89% do sexo feminino e 46,10% do sexo masculino, com idade entre 12 e 20 anos, destacando-se a faixa etária dos 15-16 anos representando 53,92% da amostra. O resultado aponta que 83,07% sabem o que é uma DST e 79,50% já receberam algum tipo de informação tendo como principal fonte o professor 36,07%. Entre os meios de comunicação escrita à revista foi apontada com 38,26% como mais utilizada, para esclarecer dúvidas, entre televisão e rádio o meio destacado foi a televisão 90,62%. Quando questionados sobre a camisinha masculina 98,42% dos alunos responderam que deve ser usada em todas as relações sexuais, e 96,79% destacam que mesmo utilizando um método contraceptivo, deve ser empregada também a camisinha. Em relação aos medicamentos utilizados para o tratamento de DST, 90,90% dos entrevistados disseram que deve ser dado ao casal. Conclusões: Considerando o conhecimento dos escolares sobre as DST verifica-se a precocidade com que estão iniciando as atividades sexuais, dessa forma sugere-se que as escolas de ensino fundamental e médio reservem tempo em seus calendários para a realização de atividades sobre o tema, já que o professor aparece como principal fonte de informação sobre o assunto. Em relação aos pais, sugere-se que é importante manterem o diálogo com seus filhos sobre assuntos variados, incluindo a educação sexual. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Adolescência, Educação, Prevenção

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