Conhecimento Sobre Doenças Sexualmente TransmissÍveis E Comportamento Sexual Entre Adolescentes Do Ensino Fundamental E MÉdio, Uruguaiana, Rs, Brasil.

Gustavo Justen Dos Santos, Valéria Cristina Da Silva, Josiane Folletto Bianchin, Maria Del Carmen Braccini

Resumo


Introdução: Pode-se considerar que é na adolescência que ocorre a grande descoberta da sexualidade, uma fase cheia de perguntas e de dúvidas que não sendo respondidas e esclarecidas, sem preconceitos e com liberdade, poderão se transformar em ansiedades, angústias frustrações, deixando-os vulneráveis a situações de risco como as doenças sexualmente transmissíveis. Nos países em desenvolvimento as DST estão entre as cinco principais causas de procura por serviços de saúde. O objetivo deste trabalho é avaliar o conhecimento dos adolescentes em relação às doenças sexualmente transmissíveis assim como o comportamento sexual. Material e Métodos: A coleta de dados foi realizada em duas escolas públicas no município de Uruguaiana - RS, sendo que a escola A, está localizada no centro da cidade e escola B, num bairro afastado do centro. A amostra foi constituída de 659 alunos, contemplando o ensino fundamental (7ª e 8ª) e médio, com idades variando de 12 a 18 anos, de ambos os sexos, pertencentes ao turno da manhã. Foi aplicado um questionário em sala de aula durante o período de uma hora/aula, sobre a supervisão dos pesquisadores com o acompanhamento do professor da escola. As perguntas foram elaboradas de forma auto-respondidas, objetivas, abrangendo características sócio-econômicas (baseado na classificação social da ABIPEME), conhecimento sobre transmissão e prevenção de DST e uso de preservativo masculino e feminino. Foi preservada a identidade do aluno por se tratar de um assunto de natureza privada, sendo que sua participação era livre e os alunos assumiam mediante um termo de consentimento assinado pelo responsável quando menor, se desejavam participar do projeto. Resultados e Discussão: A amostra foi constituída por adolescentes, havendo um pequeno predomínio do sexo feminino (56,01%) nas duas escolas, a faixa etária mais representativa foi dos 15-16 anos (50%). O percentual de alunos sexualmente ativos foi maior na escola B (56,65%) que na escola A (43,87%), as primeiras relações sexuais na sua maioria foram entre os 14-15 anos de idade (49,53%) para as duas escolas. Observou-se que os adolescentes tiveram opiniões favoráveis quanto ao uso de preservativo (97,53%). A maioria dos entrevistados demonstrou ter conhecimento sobre as DST (84,86% escola A) e (78,35% escola B) e já receberam algum tipo de informação sobre o tema. O estudo demonstrou que os pais têm papel importante nas primeiras informações sobre sexo (45,30%), representando 24,44% as informações vindas das mães. Em relação às DST o professor tem papel importante nas primeiras informações (31,17%), sendo que neste estudo o parceiro (a) não teve grande significância (1,04%) e (0,77%) respectivamente. Dentre os motivos que levam a resistência ao uso do preservativo o que mais se destaca são outros motivos (41,42%), seguido por diminuição do prazer (31,42%). Conclusões: Os resultados apresentados revelaram que os adolescentes se mostram positivos ao uso de preservativo durante a relação sexual e tem conhecimento sobre as DST, mas a precocidade das relações é preocupante porque na maioria das vezes eles não estão preparados para o exercício da sexualidade, neste aspecto a escola deve trabalhar essas questões prevenindo e alertando os jovens o mais cedo possível, na conscientização. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Sexualidade, Estudantes, Dst

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