Aportes à Ecomorfologia DentÁria De Conepatus Chinga (molina, 1782) (mammalia, Mephitidae) - (dados Preliminares)

Maurício Cendon Do Nascimento Ávila, Joceleia Gilmara Koenemann

Resumo


Introdução: Recentemente Mephitidae foi elevada à categoria de família compreendendo os gêneros Conepatus, Mephitis, Mydaus e Spilogale. No Brasil ocorrem somente duas espécies desta família, ambas pertencentes ao gênero Conepatus, sendo Conepatus chinga a única espécie ocorrente no Estado do Rio Grande do Sul. A espécie até o momento não consta na Lista Brasileira de Fauna Ameaçada de Extinção e para o Rio Grande do Sul é considerada não-ameaçada. No entanto, poucos estudos são realizados sobre a biologia e conservação da espécie no estado, em especial para a fronteira oeste, onde C. chinga é citado apenas em trabalhos de levantamentos e inventários faunísticos. O presente trabalho teve como objetivo estudar a ecomorfologia dentária de C. chinga, analisando e identificando suas estruturas dentárias e as relacionando com os registros de dieta da espécie. Material e Métodos: Foram utilizados para o estudo ecomorfológico dentário um sincranio (crânio e mandíbula) e um crânio depositados na coleção de Mastozoologia do Museu de Ciências da PUCRS Campus Uruguaiana e três sincrânios do acervo do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. As análises foram macroscópicas com auxílio de lupa estereoscópica. Resultados e Discussão: A fórmula dentária observada em C. chinga é I/i: 3/3; C/c 1/1; PM/pm 2/3; M/m 1/2. Também é possível observar que PM4 e M1 articulam com m1 para ampliar a superfície mastigatória auxiliando na maceração do alimento. Porém, a área mastigatória mais ampla é a área de oclusão entre M1 e a porção distal do m1, indicando uma maior eficiência destes dentes como superfície de moagem, podendo-se atribuir a isso o fato da predileção da espécie pela ingestão de insetos coleópteros que possuem um exoesqueleto resistente. Conclusões: A oclusão observada entre PM4/M1 e m1 estaria adaptada para a quebra e maceração dos exoesqueletos de invertebrados, corroborando com estudos de dieta alimentar da espécie que indica a preferência por uma dieta insetívora, evidenciando a forte relação entre a morfologia dentária e a dieta da espécie. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Carnivora, Conepatus, Dentição, Dieta

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