Estrutura Populacional De Limnoperna Fortunei (dunker, 1857), No Rio QuaraÍ, Barra Do QuaraÍ, Rio Grande Do Sul, Brasil (dados Parciais)

Luciene Lopez De Lima, Joceleia Koenemann

Resumo


Introdução: Limnoperna fortunei (DUNKER,1857), o mexilhão dourado, é uma espécie invasora, proveniente da Ásia. O primeiro registro na América do Sul foi em 1991, na Argentina, e em 1999 no Estado do Rio Grande do Sul, Brasil, ocorrendo uma grande dispersão por diversas Bacias hidrográficas. Este trabalho sobre a população de L. fortunei, no rio Quarai, município de Barra do Quarai, objetiva obter dados sobre densidade, biomassa e comprimento máximo da espécie. Material e Métodos: Foi realizada uma coleta no rio Quarai, município de Barra do Quarai, em 3 tipos de substratos diferentes (PR- ponto rochoso, PL- pontos lodoso e PC- ponto cascalho), identificados visualmente. Foi realizada a coleta da água do rio nos três pontos PR, PL e PC. A água foi armazenada em garrafas de vidro e conservadas em caixa térmica. Para a mensuração do comprimento foi utilizado paquímetro. A pesagem foi realizada com auxílio de balança digital. Resultados e Discussão: As densidades encontradas foram de 1.420, 3.664 e 2.212 ind.m2 para PR, PL e PC respectivamente. O ponto que apresentou o maior número de indivíduos foi o ponto lodoso (PL). (Tab.1) Isto indica que a espécie L. fortunei possui preferência pelo substrato lodoso, que possui alta concentração de matéria orgânica, que segundo Mansur et al. (2008) favoreceria a multiplicação do fitoplâncton e conseqüentemente teria maior disponibilidade de alimento, favorecendo seu desenvolvimento. Os dados de biomassa (total, média, mín. e máx.) obtidos foram de (245,92-0,17-0,04-2,84), (373,64-0,1-0,003-2,06) e (254,92-0,11-0,003-1,65) gramas por m2 para PR, PL e PC, respectivamente. Os valores das médias de biomassa obtidos até o momento são inferiores, se comparados com as médias verificadas por Mansur et al. (2008), no Lago Guaíba e Delta Jacuí, o que não significa que a densidade das populações do estudo da autora seja maior, pois os indivíduos possuem maior comprimento (até 4 cm) e consequentemente maior biomassa, não sendo portanto em maior número (densidade).Os valores determinados para o comprimento (média, mínimo e máximo em cm) para PR, PL e PC respectivamente foram (1,87-1,1-3,4), (1,68-1,1-3,3), (1-0,2-3). Foi observado no ponto cascalho (PC) a existência de espécimes de menor tamanho (0,2 cm), indicando provável reprodução no local, ou mobilidade dos indivíduos. De acordo com Uryu et al. (1996) os indivíduos que possuem entre 5 e 12mm apresentam grande mobilidade, podendo secretar e destacar o bisso até encontrar um local adequado. À medida que crescem, vão perdendo a mobilidade e acima de aproximadamente 28mm não conseguem mais se deslocar no substrato. Conclusões: Considerando-se os dados obtidos neste trabalho, podemos afirmar que as populações de L. fortunei estão nos locais de coleta no mínimo à 2 anos, onde há variação de tamanho dos indivíduos entre os pontos, indicando preferência por substrato lodoso e indícios de reprodução no PC (ponto cascalho), por possuir indivíduos muito pequenos (0,2 a 1cm), que não foram encontrados nos demais pontos. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Densidade populacional, Mexilhão dourado, Bivalvia

Apontamentos

  • Não há apontamentos.