Quantificação De Coliformes Totais E Fecais Do Rio VacacaÍ E Um Dos Seus Afluentes “sanga Da Bica” E Determinação De Suas Fontes Contaminantes, São Gabriel, Rs

Daiana Bortoluzzi Baldoni, Dennis Guilherme Costa Silva, Leandro Nascimento Lemos, Luiz Fernando Wurdig Roesch

Resumo


Introdução: A qualidade da água de recursos hídricos naturais está sendo degradada pela crescente urbanização e pelo manejo inadequado de efluentes domésticos. As bactérias do grupo coliformes são bacilos, gram negativos, não esporulados e pertencem a flora normal do intestino de organismos homeotérmicos, sua presença em corpos d’água naturais é utilizada como indicativo de contaminação por estes dejetos. Algumas bactérias desse grupo estão ligadas a doenças de veiculação hídrica como a salmonelose, a gastroenterite e a febre tifóide, colocando em risco a saúde pública. O objetivo deste trabalho foi quantificar o número de coliformes totais e fecais do Rio Vacacaí e um de seus afluentes “Sanga da Bica”, São Gabriel, RS, e identificar as prováveis fontes desta contaminação. Material e Métodos: A coleta de amostras de água foi realizada em 3 pontos: ponto A; nascente do afluente “Sanga da Bica”, ponto B; aproximadamente 1000 metros após a nascente do afluente (após passar pela urbanização do município) e ponto C; no rio Vacacaí. As amostragens foram mensais de maio à outubro de 2009, e a avaliação da presença de bactérias do grupo coliformes foi realizada pelo método dos tubos múltiplos para determinar o número mais provável (NMP) de coliformes totais e fecais. Na tentativa de identificar as prováveis causas de contaminação, investigou-se a presença de coliformes totais e fecais do resíduo de um frigorífico da região utilizando a mesma técnica. Resultados e Discussão: O NMP de coliformes totais e fecais no ponto “A” para os 4 meses amostrados foi de 16.000 por 100 mL de água. A Resolução CONAMA 357/2005 determina que as águas são impróprias para balneabilidade e demais usos quando o NMP para coliformes fecais ultrapassa 2.500 e 1.000 por 100mL de água, respectivamente, assim este ponto foi impróprio nos meses analisados em 2009. No ponto “B” o NMP foi de 16.000 coliformes totais por 100mL nos meses de maio, junho e julho, e no mês de agosto foi de 5.000 . O NMP de coliformes fecais neste ponto, para o mês de maio, foi de 9.000, e em junho e julho foi de 16.000. No mês de agosto foi o NMP de coliformes fecais foi de 5.000 por 100mL de água. Através da estimativa do NMP para coliformes fecais esse ponto também foi considerado impróprio para potabilidade, balneabilidade e demais usos no período analisado.No ponto “C” o NMP de coliformes totais por 100mL de água foi de 16.000 em maio, 800 em junho e 5.000 em julho e agosto. Já o NMP de coliformes fecais por 100mL de água foi 16.000 em maio, 90 em junho, 1.300 em julho e 5.000 em agosto. Este ponto foi considerado impróprio para potabilidade nos 4 meses amostrados, próprio para balneabilidade somente nos meses de junho e julho e próprio para os demais usos apenas em junho.Buscando detectar as fontes de contaminação realizou-se a estimativa de coliformes totais e fecais em uma amostra de resíduo de um frigorífico da região, onde o NMP de coliformes totais e fecais foi de 16.000 por 100mL. Devido a este resíduo ser incorporado diretamente ao solo em campo aberto, próximo ao rio Vacacaí, representa uma fonte de contaminação, visto que pode ocorrer escoamento superficial após precipitação. Conclusões: Com o presente estudo detectou-se contaminação por coliformes totais e fecais no rio Vacacaí e em seu afluente “Sanga da Bica” nos meses analisados. Identificou-se como uma das fontes de contaminação o manejo inadequado dos resíduos do frigorífico. Estudos posteriores buscarão determinar outras fontes de contaminação, como o manejo de efluentes domésticos. Orgão de Fomento: PBDA/UNIPAMPA

Palavras-chave


Coliformes fecais e totais, Contaminação fecal, Recursos hídricos, Resíduos, Microbiologia

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