Riqueza De MamÍferos Não-voadores Em Áreas, Natural E Antropizada No Arroio ImbaÁ, Uruguaiana, Pampa Brasileiros (resultados Parciais)

Natália De Souza Rodrigues

Resumo


Introdução: A América do Sul sustenta uma das mais ricas faunas de mamíferos do mundo e possui alguns dos mais complexos ecossistemas da Terra.Apesar de não ser o grupo de animais mais diversificado, a fauna de mamíferos não-voadores tem um papel de destaque em qualquer ecossistema neotropical, seja por suas funções ecológicas, seja pelo porte ou comportamento de algumas de suas espécies . Na região da Fronteira Sudoeste pesquisas com a mastofauna crescem gradativamente, entretanto ainda é indispensável à realização de inventários mastofaunísticos que auxiliem no conhecimento da biodiversidade para o desenvolvimento de programas de conservação manejo da fauna silvestre.Sendo assim, este trabalho tem como objetivo realizar um inventário da mastofauna não-voadora na mata ciliar do arroio Imbaá, Uruguaiana-RS, Pampa brasileiro. Material e Métodos: A pesquisa está sendo desenvolvida na Vila Imbaá, nos fragmentos de mata ciliar do arroio Imbaá, zona rural do município de Uruguaiana, na UR. 301-17, BR-472, no sentido Uruguaiana – Itaqui. No período de março de 2009 a setembro de 2009 foram realizadas três saídas de campo em duas áreas, sendo uma natural e outra antropizada para a coleta de dados da fauna de mamíferos local. As metodologias utilizadas são por métodos diretos e indiretos que identificam os animais com base nos vestígios (rastros, fezes, carcaças, entre outros), visualizações em campo e entrevistas com os moradores da região. Resultados e Discussão: Até o momento foram identificadas sete espécies: Lepus europaeus Pallas, 1778 (Lebre), Cerdocyon thous, (Linnaeus, 1766) (Cachorro-do-mato), Leopardus geoffroiy (d’ Orbigny & Gervais, 1844) (Gato-do-mato-grande) e Dasypus novemcinctus Linneaus, 1758 (Tatu-galinha), Procyon cancrivorus (Cuvier, 1798) (Mão-pelada), Hydrochoerus hydrochaeris (Linneaus, 1766) (Capivara), Lontra longicaudis (Olfers, 1818) (Lontra), uma família: Cervidae e um indíviduo da subclasse marsupialia. Dentre as espécies registradas duas encontram-se listadas como vulneráveis no território sul rio-grandense. Conclusões: Embora exista, a necessidade de investigar mais detalhadamente algumas das informações obtidas junto à população, os dados aqui relatados são uma importante fonte de embasamento e direcionamento para ações conservacionistas a serem desenvolvidas na região, além de contribuir significativamente para o aumento do conhecimento da fauna do Pampa brasileiro. Orgão de Fomento: PUCRS

Palavras-chave


Mastofauna, Fronteira sudoeste do Rs, Conservação

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