Efeito Da Quebra De Dormência Sobre A Germinação E De Diferentes Valores De Ph No Crescimento De Plântulas De InhanduvÁ (prosopis Affinis) Sprenger

Bruna Nery Rocha

Resumo


Introdução: O Inhanduvá é uma espécie pertencente a família Fabaceae sua distribuição no estado do Rio Grande do Sul limita-se a área do Parque Estadual do Espinilho localizado no sudoeste do estado, apresenta importância ecológica relevante estando entre as espécies ameaçadas de extinção no estado. Tendo em vista sua vulnerabilidade em termos de escassez esta pesquisa visou definir tratamento eficiente para quebra de dormência, Índice de Velocidade de Germinação (IVG) adequado e pH favorável para o desenvolvimento das plântulas de Inhanduvá. Material e Métodos: As sementes foram submetidas a 12 tratamentos: testemunha- sementes intactas, imersão das sementes em água a 100°C durante 5, 10, 15 e 20 minutos, imersão em ácido sulfúrico durante 5, 10, 15 e 20 minutos, corte oposto a micrópila e imersão das sementes em água destilada a temperatura ambiente de 20°C durante 5, 10, 15 e 20 minutos. Após foi realizada a assepsia com hipoclorito de sódio a 5%. Foram distribuídas uniformemente quatro repetições de 25 sementes em caixas gerbox sobre papel umedecido com água destilada, na quantidade equivalente a 2,5 vezes o seu peso seco, estas foram armazenadas em germinador a 25°C constante. A partir da verificação diária foram contadas as plântulas normais e determinado o IVG. A avaliação das médias foi feita pelo teste DMS a 5% de probabilidade. Para determinar o pH adequado para o desenvolvimento foram utilizadas plântulas provenientes do tratamento anterior de quebra de dormência, empregando soluções tampão de pH 5,0; 6,0; 7,0; 8,0; 9,0 e um controle em pH 6,3. Distribuídas em três repetições de quatro sementes armazenadas em caixas tipo gerbox com substrato de papel umedecido com as soluções e mantidas em temperatura de 25°C constante. Após 5 dias no tratamento foram feitas as medições das radículas e hipocótilos, e determinadas as médias pelo teste DMS a 5% de probabilidade. Resultados e Discussão: Assim apresentou melhor resultado para quebra de dormência o tratamento do corte oposto a micrópila com imersão em água destilada durante 5 minutos. Mas não diferiu estatisticamente dos tratamentos em ácido sulfúrico e do corte oposto a micrópila com imersão durante 10, 15 e 20 minutos, também podendo ser utilizados apresentando resultados eficientes. Assim a utilização do corte não é só mais eficiente que o ácido sulfúrico como também é mais prático e de fácil empregabilidade, o que também foi constatado por Bruno et al. (2001) obtendo resultados satisfatórios na utilização do corte para quebra de dormência em sementes de Mimosa caesalpiniaefolia. O IVG apresentou os mesmos resultados estando o corte oposto a micrópila com imersão em água destilada durante 5 minutos como o melhor tratamento. Relativo desenvolvimento da plântula em diferentes valores de pH o crescimento das radículas de plântulas submetidas às soluções tampão foi significativamente menor que o de plântulas do controle. Sendo que radículas cresceram mais que hipocótilos em todos os tratamentos. Conclusões: Assim considera-se viável a utilização de corte oposto a micrópila com imersão em água destilada durante 5 minutos para quebra de dormência e pH de aproximadamente 6,3 para o substrato de sementes de Inhanduvá. Orgão de Fomento: BPA PUCRS

Palavras-chave


Semente, Fabaceae, Desenvolvimento, Ameaça

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