Estudo Da Toxicidade Aguda Induzida Pelo Composto Orgânico De Selênio, Disseleneto De Bis-4-metilbenzoÍla, Em Camundongos.

Natasha Rosa Frasson, Daniela Aymone Ribeiro, Franciele Donato, Letiére C. Soares, Lucielli Savegnago

Resumo


Introdução: Nos últimos anos, os compostos orgânicos de selênio têm sido alvo de interesse em síntese orgânica em virtude da descoberta de suas aplicações sintéticas de suas propriedades farmacológicas e por apresentar menor toxicidade em relação às espécies inorgânicas. Além disso, os organocalcogênios são importantes intermediários e reagentes muito utilizados em síntese orgânica, logo, existe um interesse crescente em relação ao desenvolvimento de compostos organocalcogênios que possuam atividade biológica, aplicações farmacológicas com o mínimo de toxicidade e efeitos adversos.Desta forma, é de fundamental importância estender o nosso estudo sobre os novos compostos orgânicos nos sistemas biológicos; sendo assim, o presente trabalho investigou toxicidade aguda induzida pelo disseleneto bis-4-metilbenzoíla quando administrado pela via oral em camundongos. Para isso foi determinado à dose letal (DL50), verificação da diferença dos pesos dos animais, água e comida, bem como também avaliado os marcadores de dano hepático AST (aspartato aminotransferase) e ALT (alanina amino-transferase). Material e Métodos: Foram utilizados camundongos suíços machos, pesando entre 25-35g provenientes do biotério da UNIPAMPA. Os animais permanecerão aclimatizados sob o ciclo claro e escuro (12 h claro/12 h escuro, claro as 7:00 h) com temperatura controlada (22 ± 2 ºC). O composto orgânico disseleneto de bis-4-metilbenzoíla, foi sintetizado no laboratório sob a coordenação do professor Dr. Antonio Braga.Os animais receberam o composto pela via oral em uma única dose (1-500 mg/Kg – dissolvido em óleo de canola) sendo estes observados por 72 horas. Antes da administração do composto e no final do tratamento os animais, a comida e a água foram pesados, onde se calculou a diferença, pois valores diminuídos podem representar toxicidade. Além disso, após 72 horas o sangue dos animais que sobreviverem ao tratamento foi coletado por punção cardíaca para as dosagens enzimáticas da AST e da ALT, que são marcadores de toxicidade hepática. A atividade destas enzimas foi determinada utilizando-se kits comerciais. Resultados e Discussão: A administração oral do composto em camundongos apresentou a seguinte porcentagem de sobrevivência após 72 horas de exposição: 88,88% (1mg/Kg), 86,66% (10 mg/kg), 46,55% (50mg/kg), 33,33% (100mg/Kg) e 0% (500mg/kg), assim demonstrando que o valor da DL50 é de 133 mg/kg e também que em altas doses este composto é potencialmente tóxico. A administração oral do composto somente diminuiu os pesos dos animais que receberam 10, 50 e 100mg/kg, demonstrando uma possível relação de toxicidade causada pelo composto. A administração oral do composto em camundongos não alterou as dosagens das enzimas AST e ALT sanguínea, sugerindo que o composto não é hepatotóxico. Conclusões: Em conclusão, nossos resultados indicam que o composto não possui um potencial significativamente hepatotóxico nas doses de 1 – 100 mg/kg, baseado nisso, é necessário a realização de estudos mais detalhados que deverão ser realizados envolvendo o composto e sua ação toxicológica ou farmacológica. Orgão de Fomento: CNPQ, FAPERGS, UNIPAMPA

Palavras-chave


selênio, compostos orgânicos de selênio, camundongos, toxicologia, dose letal

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