Efeito Do CÁdmio Sobre O Sistema Reprodutor Feminino - Envolvimento Do Estresse Oxidativo

Melina Bucco Soares, Laura Musacchio Vargas, Aryele Pinto Izaguyrre, Francielli Weber Santos Cibin

Resumo


Introdução: A exposição da população humana a uma variedade de metais tóxicos é um problema de saúde pública. O cádmio é um metal tóxico abundante no meio ambiente, apresentando grande aplicação industrial e tem na fumaça de cigarro a forma de exposição mais comum em humanos. Este metal possui uma meia-vida muito longa (20-30 anos em humanos), acumulando-se em diversos tecidos e, em especial, no sistema reprodutor masculino e feminino. Muitas evidências indicam que as espécies reativas de oxigênio estão envolvidas na indução do dano tecidual pelo cádmio, o que causa estresse oxidativo. Levando-se em conta que o cádmio representa um dos principais constituintes da fumaça de cigarro, e considerando as evidências que relacionam a exposição a este metal com a redução da fertilidade feminina, o estudo dos efeitos deste metal sobre o sistema reprodutor feminino é de grande importância. Material e Métodos: Camundongos da raça Swiss, fêmeas adultas (com mais de 30 g), receberam uma única dose por via intraperitoneal (i.p.) de cloreto de cádmio (2,5 e 5 mg/kg). Os animais foram anestesiados com clorofórmio e mortos por deslocamento cervical. Os ovários foram removidos, pesados e homogeneizados em uma solução de TrisHCl 50 mM, pH 7,4 (1:10 peso/volume). Após centrifugação, utilizou-se o sobrenadante para a avaliação da peroxidação lipídica, através da determinação de substâncias reativas ao ácido tiobarbitúrico (TBARS); para a determinação da atividade da enzima dA exposição às doses de 2,5 e 5 mg/kg de cádmio provocou um aumento significativo nos níveis de TBARS (11 e 34 %, respectivamente), evidenciando que este metal promoveu um acréscimo da peroxidação lipídica no tecido ovariano. Com relação aos níveis de ácido ascórbico, foi observada uma significativa diminuição dos níveis deste antioxidante nos ovários dos animais expostos ao cádmio nas duas doses estudadas. Não houve diferença significativa entre as doses com relação a estes parâmetros avaliados. Os animais expostos a 5 mg/kg de cloreto de cádmio tiveram uma inibição significativa na atividade da enzima d-ALA-D de ovário, aproximadamente 27 % de inibição.-aminolevulinato desidratase (d-ALA-D); para a avaliação da concentração de ácido ascórbico. Resultados e Discussão: A exposição às doses de 2,5 e 5 mg/kg de cádmio provocou um aumento significativo nos níveis de TBARS (11 e 34 %, respectivamente), evidenciando que este metal promoveu um acréscimo da peroxidação lipídica no tecido ovariano. Com relação aos níveis de ácido ascórbico, foi observada uma significativa diminuição dos níveis deste antioxidante nos ovários dos animais expostos ao cádmio nas duas doses estudadas. Não houve diferença significativa entre as doses com relação a estes parâmetros avaliados. Os animais expostos a 5 mg/kg de cloreto de cádmio tiveram uma inibição significativa na atividade da enzima d-ALA-D de ovário, aproximadamente 27 % de inibição. Conclusões: Estes achados permitem sugerir que o cádmio, nas doses de 2,5 e 5 mg/kg, apresentou um efeito tóxico sobre o tecido ovariano, evidenciado pela alteração dos parâmetros indicativos de estresse oxidativo. Este, por sua vez, poderia ser considerado um dos mecanismos envolvidos na toxicidade deste metal sobre o tecido ovariano. Orgão de Fomento: CNPQ/ PIBIC¹

Palavras-chave


Cádmio, Ala-d, Tbars, ácido ascórbico

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