Efeito Do Ga3 (Ácido GiberÉlico) E Bap (6benzilaminopurina) Na Multiplicação In Vitro De Eucalyptus Dunnii

Solange Barros Da Graça, Carlos Roberto Martins

Resumo


Introdução: O grande potencial das espécies de Eucalyptus em produzir madeira e fibra para polpa e papel fez que o gênero ganhasse grande importância comercial, tornando-se alvo da propagação in vitro e manipulação genética. As práticas e técnicas silviculturais convencionais contribuíram significativamente para melhoria das espécies florestais e continuarão a ter impacto substancial na produtividade. A cultura do eucalipto está sendo muito utilizada no Brasil, principalmente na região Sul, onde seu plantio já é bastante intensificado. As características da espécie Eucalyptus dunnii vêm mostrando se promissora para o cultivo de eucaliptos no Rio Grande do Sul, por ser uma espécie que suporta geada intensa e severa, e também por apresentar baixo potencial de bio-invasão, pois produz poucas sementes o que dificulta sua propagação aleatória. O cultivo in vitro é um método viável para propagação clonal e massal de diversas espécies florestais. A micropropagação de eucalipto tem sido usada por diversos motivos como obtenção de plantas livres de doenças e ou quando se deseja aumentar a taxa de propagação e abreviar o seu uso comercial. Objetivo do trabalho foi avaliar efeito de GA3 (Ácido giberélico) no desenvolvimento do Eucalyptus dunnii in vitro. Material e Métodos: O trabalho foi realizado no Laboratório de Cultura de Tecidos da PUCRS Campus Uruguaiana. A partir das plantas matrizes mantidas em sala climatizada, foram retirados os explantes para realização do trabalho. Foram realizados tratamentos variando a concentração de BAP (6benzilaminopurina) e GA3 (Ácido giberélico) em meio de cultura WPM (Wood Plant Medium) com a metade das concentrações. O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso, sendo sete tratamentos, T1 Testemunha 1mg/l de BAP, T2 1mg/l BAP+0,1mg/l GA3, T3 1,5mg/l BAP+0,1mg/l GA3, T4 1mg/l BAP+0,5mg/l GA3, T5 1,5mg/l BAP+0,5mg/l GA3, T6 1mg/l BAP+1mg/ GA3, T7 1,5mg/l BAP+1mg/l GA3, com quinze repetições em cada tratamento, totalizando 105 explantes. As avaliações foram realizadas a cada 35 dias e avaliadas comprimento dos explantes, número de brotação, desenvolvimento foliar e contaminações fúngicas e bacterianas. O teste de comparação de médias utilizado foi o de Tukey. Resultados e Discussão: Os resultados obtidos graficamente demonstraram que diferentes concentrações de BAP e GA3 utilizadas no meio de cultura WPM apresentaram diferenças em relação ao número das brotações e tamanho dos explantes, mostrando diferenças significativas entre os tratamentos utilizados. Pode se observar que os tratamentos T1 Testemunha 1mg/l de BAP, T2 1mg/l BAP+0,1mg/l GA3 e T6 1mg/l BAP+1mg/l GA3, apresentaram maior número de brotações e produção da folha, sendo o T1 Testemunha 1mg/l BAP, com maior índice de brotações, este fato deve se provavelmente a presença de BAP que resultou uma rápida divisão celular. Em relação ao comprimento dos explantes os tratamentos T3 1,5mg/l BAP+0,1mg/l GA3, T4 0,1mg/l BAP+0,5mg/l GA3, T51,5mg/l BAP+0,5mg/l GA3, T6 1mg/l BAP+1mg/l GA3, T7 1,5mg/l BAP+1mg/l GA3 apresentaram melhores resultados, porém, estatisticamente não houve diferença significativa dos meios de cultura em nenhum dos tratamentos. Nos tratamentos, T6 1mg/l BAP+1mg/l GA3 e T7 1,5mg/l BAP+1mg/l GA3 ocorreu contaminação de bactéria e fungo. Conclusões: O uso de BAP e GA3, para cultivo in vitro de Eucalyptus dunnii, ocorreu maior número de brotação quando usou apenas BAP, e quando aumentou a concentração de GA3, ocorreu redução no número de brotação e comprimento de explante. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Cultura de tecidos, Eucalipto, Explante, Micropropagação

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