AnÁlise Da Composição FlorÍstica E Da Estrutura Da Vegetação De Um Fragmento De Floresta Ciliar Na Bacia Do Rio VacacaÍ Em São Gabriel, Rio Grande Do Sul

Marciane Dos Santos Rodrigues Alcaraz, Daniela Farias Kaufmann, Eduardo Pagel Floriano, Claúdio Vinicius De Senna Gastal Júnior

Resumo


Introdução: A metade sul do Rio Grande do Sul vem sofrendo grande pressão desenvolvimentista devido á vários programas governamentais. A vegetação regional é característica do bioma Pampa, onde ocorrem matas de galerias e capões cuja composição foi pouca estudada até o presente, sendo necessário conhecê-las para que possam ser conservadas e manejadas adequadamente. O presente trabalho tem como objetivo caracterizar a composição florística e a estrutura horizontal de uma fração de mata ciliar com cerca de dois hectares ás margens do rio vacacaí em São Gabriel, RS. Material e Métodos: A coleta de dados deste inventário preliminar foi realizada por amostragem sistemática com 4 parcelas de 100 metros quadrados dispostas em linhas, considerando-se todas as árvores com mais de 5 cm de DAP. Foi coletado material botânico para identificação e medidos os DAPs, a altura total e a altura de copa de cada árvore. A biodiversidade foi determinada pelo índice de Shannon-Winner (UFSM/SEMA, 2001) e foi construída a curva de espécies por área para determinação do número de parcelas necessário para o inventário fitossociológico definitivo. Esta pesquisa deverá ser concluída em julho de 2010. Resultados e Discussão: Os resultados aqui apresentados são preliminares e correspondem às 4 unidades amostrais do inventário piloto. As espécies encontradas na área pesquisadas foram: Casearia decandra, nome comum guaçatumga, família Flacourtiaceae; Myrciaria tenella (DC). O. Berg, nome comum camboim, família Myrtaceae; Casearia sylvestris SW, nome comum chá-de-bugre, família Flacourtiaceae; Cupania vernalis Cambess, nome comum camboatá-vermelho, família Sapindaceae; Fícus luschnathiana (Miq) Miq., nome comum figueira-do-mato, família Moraceae; Brunsfelsia uniflora (Pohl) D. Don, nome comum manacá-de-cheiro, família Solanaceae; Luehea divaricata Marte, nome comum açoita-cavalo, família Tiliaceae; Scutia buxifolia Reissek, nome comum coronilha, família da Rhamnaceae; Myrcianthes punges (O. Berg) D. Legrand, nome comum guabijú, família Myrtaceae; apresentando 17 espécies ainda não identificadas. Na bacia do Vacacaí e Vacacaí-mirim as famílias das Myrtaceae e Flacourtiaceae, foram mais representativas. Do ponto de vista fitossociológico, as espécies Luehea divaricata, Caseaeria sylvestris foram as mais importantes. Todas as espécies fazem parte da coleção do inventário contínuo do RS. A diversidade biológica de Shannon, calculada através das informações obtidas até o momento foi de 1,55, diferente da apresentada pelo inventário, que foi de 2,38. A estrutura horizontal do fragmento foi caracterizada através dos cálculos de densidade, freqüência e dominância das espécies vegetais com DAP acima de 5 cm; Através destes parâmetros, calculou-se o valor de importância de cada espécie tendo como resultado os seguintes valores: casearia decandra Jacq 17,39; myrciaria tenella(DC) O Berg 12,92; casearia sylvestris SW 13,33; cupania vernallis Cambess 17,31; fícus luschnathiana (Miq) Miq. 28,66; brunfelsia uniflora (Pohl)D.Don 12,91; luehea divaricata Mart 13,10; scutia buxifolia Reissek 37,54; myrcianthes punges (O Berg) D. L 37,55 e espécies não identificadas 56,06. Conclusões: A diversidade biológica do fragmento estudado, determinada com os dados colhidos até o momento, é inferior à do IFCRS (UFSM/SEMA, 2001) para a região, mas acredita-se que irá aumentar com o número de unidades amostrais. As espécies encontradas até o presente, são comuns à região, estando presentes em diversos levantamentos encontrados bibliografia especializada. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


composição florística, estrutura da vegetação

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