Efeito Da Temperatura No Crescimento Micelial De PossÍveis Antagonistas Fúngicos Ao Sclerotinia Sclerotiorum

Glauber Monçon Fipke, Juliano De Bastos Pazini, Matheus De Avellar, Andrio Spiller Copatti, Tuane Araldi Da Silva

Resumo


Introdução: O fitopatógeno S. sclerotiorum é um fungo polífago que possui em torno de 408 espécies vegetais como hospedeiras. Dentre as formas de controle desse patógeno, o biológico está entre os mais utilizados, devido a comprovada ineficiência dos químicos. O objetivo do trabalho foi avaliar o efeito da temperatura no crescimento micelial de possíveis antagonistas fúngicos ao S. sclerotiorum. Material e Métodos: O presente trabalho foi conduzido no Laboratório de Biologia/Campus de Itaqui – Unipampa. Os possíveis antagonistas fúngicos foram obtidos através do método de iscas, utilizando-se os escleródios do patógeno como iscas, em solos provenientes de Itaqui e Maçambará - RS. Os isolados de Trichoderma spp. (T1, T2, T3, T4 e T5), Pythium spp. (P1), Fusarium oxysporum (F1) e Sclerotinia sclerotiorum (S1) foram multiplicados em meio de cultura BDA (batata, dextrose, agar). Disco de micélio e/ou esporos de 6mm de diâmetro dos 8 isolados fúngicos foi colocado no centro de placas de Petri contendo meio BDA. As placas foram mantidas em três temperaturas: 12ºC, 22ºC e 32ºC, em câmaras climatizadas tipo BOD. A avaliação foi realizada no 7º dia após a instalação do experimento e constou da mensuração do crescimento radial do micélio fúngico. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 8x3 (isolados fúngicos) (temperaturas), com 3 repetições, sendo cada placa considerada uma repetição. Resultados e Discussão: Ocorreram interações entre os fatores, diferentes isolados fúngicos e diferentes temperaturas. Os isolados fúngicos testados que apresentaram maior crescimento micelial foram na ordem de 25%, 75% e 63% nas temperaturas de 12°C, 22°C e 32°C, respectivamente. Nenhum dos 8 isolados fúngicos apresentou maior crescimento micelial, concomitantemente, nas 3 temperaturas analisadas. Os 5 isolados de Trichoderma spp. avaliados apresentaram maior desenvolvimento micelial sobre a temperatura de 22°C, onde desenvolveram-se por toda a placa. Os isolados do gênero Fusarium e Sclerotinia apresentaram menor crescimento micelial a 12°C, 22°C e 32ºC, quando comparados aos demais. Alem disso, verificou-se que a temperatura ótima para o desenvolvimento micelial do isolado de S. sclerotiorum foi de 22ºC. Dessa forma, os isolados de Trichoderma spp. e Pythium spp. por apresentarem, também, maior crescimento micelial nesta temperatura e maior desenvolvimento do que o patógeno, podem ser indicados para experimentos in vitro e in vivo para controle biológico do mesmo. Conclusões: Os resultados do presente trabalho permitem-nos concluir que a temperatura exerce influência no crescimento micelial de fungos de solo e a condição ótima observada para o crescimento desses fungos testados foi de 22°C. Orgão de Fomento: Universidade Federal do Pampa

Palavras-chave


Fitopatógeno, Controle biológico, Crescimento micelial

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