Parâmetros Comportamentais No Periparto De Éguas E Neonatos Da Raça Crioula

Tamiris Barbosa Beck, Pablo Tavares Costa, Guilherme Pereira De Oliveira, Adriana Pires Neves, Tisa Echevarria Leite

Resumo


Introdução: O estabelecimento da relação entre a mãe e a cria ocorre nas primeiras horas pós-parto, período considerado crítico, pois possibilita o desenvolvimento e a manutenção do comportamento materno-filial. O conjunto de comportamentos para chamar atenção, incluindo cheirar, lamber e proteger o neonato, serve como instrumento para formação de um laço materno-filial seletivo.O comportamento das éguas ao parto em relação a interação com o neonato é um fator relevante para o aumento da aptidão do filhote e aumento nas taxas de sobrevivência, de crescimento e reprodutivas. Este trabalho teve como objetivo avaliar o comportamento materno filial de éguas e potros da raça Crioula. Material e Métodos: O presente estudo está sendo realizado em uma propriedade rural no município de Dom Pedrito, onde foram selecionadas 80 éguas da raça Crioula, criadas em sistema extensivo, alimentando-se de campo nativo recebendo suplementação mineral à vontade. Conforme a data prevista para o parto, as éguas são levadas para um potreiro próximo a sede da propriedade, de aproximadamente dois hectares, com iluminação artificial e água, onde são monitoradas das 18 horas às 06 horas da manhã do dia seguinte. Sendo avaliados o comportamento materno e do potro e anomalias, observando atitudes da égua ao parto como: local escolhido para parir e posicionamento em relação as outras do lote, tempo de permanência deitada, tempo em latência para cuidar da cria, habilidade de nutrir e proteger a cria, interesse pelo potro e ocorrência de vocalizações tanto da égua quanto do potro. Resultados e Discussão: Até o momento foram observados 8 períodos perinatais, durante os quais foi verificado que duas éguas pariram separadas das demais e uma próxima às outras éguas do potreiro, sendo que uma delas permaneceu em pé durante todo o período do parto. Em um dos casos a égua não apresentava produção de colostro e o potro sugava o úbere materno a cada 5-10 minutos. A cada uma das tentativas a mãe reagia através de vocalizações. Uma égua dificultou a mamada, movimentando-se a cada tentativa do potro. A frequência de mamadas variou de 30 minutos a uma hora de intervalo, naquelas que foram observadas. Apenas uma égua não demonstrou interesse pelo potro e um dos potros afastou-se da mãe logo após se levantar, sendo que a égua demonstrando agitação encaminhou-se para a proximidade do potro. Não foi necessária nenhuma intervenção por parte dos observadores durante os partos. Cabe salientar que estes são dados preliminares de uma pesquisa em andamento. Conclusões: A partir dos dados obtidos pretende-se adquirir conhecimentos a respeito dos padrões comportamentais no periparto de éguas e neonatos da raça Crioula. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


comportamento, equinos, periparto

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