Interferência De Diferentes Plantas Daninhas No Desenvolvimento Da Cultura Do Trigo (triticum Aestivum L.)

Douglas Geremia, Robson Antonio Botta, Cleiton José Ramão, Adelar Leandro Sartor, Fernando Felisberto Da Silva

Resumo


Introdução: A cultura do trigo é um dos principais cereais cultivados no período de inverno no estado do Rio Grande do Sul. Além do clima a produtividade da cultura está diretamente relacionada com a fertilidade do solo, genética das sementes, presença de pragas e doenças e, também, com o manejo das plantas daninhas. De acordo com Agostinetto et al., (2008) as espécies daninhas mais problemáticas na triticultura do Rio Grande do Sul são o nabo forrageiro (Raphanus sativus), azevém (Lolium multiflorum) e a aveia preta (Avena strigosa). O objetivo desse trabalho foi avaliar a interferência de diferentes densidades populacionais destas espécies no desenvolvimento da cultura do trigo. Material e Métodos: O trabalho foi conduzido na localidade do Sobradinho, distrito do município de Maçambará, RS. Efetuou-se a semeadura da cultura na resteva de soja no dia 20 de maio de 2009 com semeadora-adubadora específica para plantio direto com a cultivar Abalone, obedecendo as recomendações da cultura para a região. As plantas daninhas foram semeadas a lanço, manualmente, momentos antes do plantio da cultura e, após a germinação, fez-se o raleio para adequar a população das plantas daninhas conforme os tratamentos propostos. O experimento foi instalado com o delineamento experimental inteiramente casualizado em esquema fatorial 4 x 2, com 4 tratamento e 4 repetições tendo duas densidades de plantas daninhas por tratamento: T1 testemunha (sem plantas daninhas), T2 aveia preta, T3 nabo forrageiro e T4 azevém. Para os tratamentos 2 e 4 as densidades 1 e 2 foram 10 e 20 plantas/m2 respectivamente e, para o tratamento 3 as densidade 1 e 2 foram 3 e 6 plantas/m2 respectivamente. As parcelas foram constituídas de 23 linhas com 0,17 m de espaçamento entre linhas e, 6 m de comprimento tendo uma área útil de 14,5 m2 por unidade experimental, desprezando-se 0,5 m nas bordas de cada parcela. Os dados avaliados foram a área foliar da folha bandeira, altura de inserção da folha bandeira e o número de espiguetas por planta. Para medição de área foliar utilizou-se o método proposto por FRANCIS (1969). A altura da inserção da folha bandeira foi medida do nível do solo até a inserção da folha bandeira no colmo da planta. Ambas as medições foram feitas com auxílio de um escalímetro. A contagem do número de espiguetas foi através da contagem direta. As avaliações foram realizadas aos 114 dias após a emergência, quando a cultura encontrava-se na fase de enchimento de grãos. Fez-se a medição de cada dado avaliado em 3 amostras por parcela. Os dados foram submetidos ao teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade com o auxílio do software WinStat. Resultados e Discussão: Ocorreu diferença significativa entre médias de populações diferentes no mesmo tratamento de todos os itens avaliados. Houve também variação significativa entre as médias dos itens avaliados por população entre os tratamentos, sendo que o tratamento 4 apresentou menor média em comparação com os outros tratamentos em ambas as populações em todas as variáveis analisadas. Isso deve-se, provavelmente, ao efeito alelopático que esta planta exerce sobre a cultura (Martin et al., 1990) e a competição pelos recursos naturais ser maior que outras plantas daninhas dada a semelhança das suas necessidades com as da cultura do trigo. Conclusões: Percebe-se que o azevém é a principal planta daninha da cultura do trigo entre as espécies presentes neste trabalho e que maiores densidades populacionais de ambas as espécies tem maior efeito sobre as variáveis análisadas. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


erva daninha, competição, cultura do trigo

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