Avaliação De Pulverizadores Com E Sem Controlador De Vazão

Alfran Tellechea Martini, Douglas Geremia, Cleiton José Ramão, Dienice Ana Bini, Vilson Luís Kunz

Resumo


Introdução: O desenvolvimento de tecnologias de aplicação no setor primário faz com que as culturas implantadas tenham uma maior produção, com menor custo e melhor aproveitamento dos insumos utilizados. Nesta linha, surge a tecnologia embarcada nas máquinas agrícolas, em especial nos pulverizadores, o que leva a uma otimização na utilização do volume de calda pulverizado, resultando assim numa melhor eficiência na aplicação de produtos fitossanitários. No caso da aplicação destes produtos, uma distribuição desuniforme, abaixo do volume mínimo exigido, pode resultar em controle insuficiente, enquanto que quantidades acima podem causar perdas financeiras, toxidez nas culturas e danos ao meio ambiente.Assim, o presente trabalho teve por objetivo avaliar a uniformidade de vazão de calda de pulverização, em função do fechamento das seções de barra em dois pulverizadores, com e sem controlador de vazão. Material e Métodos: Os tratamentos foram determinados pela abertura ou fechamento das seções das barras do pulverizador, sendo que ambos os pulverizadores avaliados possuíam a barra de pulverização dividida em quatro seções, com abertura ou fechamento independente. Com o auxilio de uma proveta graduada, foi coletado o volume de quatro bicos por seção, sendo coletadas três repetições por bico, totalizando 12 observações em cada seção. A análise estatística dos dados foi realizada de forma individual para cada um dos pulverizadores, pelo teste de Tukey, e pelo teste de Dunnet, ambos a 5% de significância assumindo o T1 (todas as seções abertas) como sendo a testemunha em ambos os pulverizadores. Os tratamentos T2, T3, T4 e T5 consistiram em uma seção fechada; os tratamentos T6, T7, T8 e T9 em três seções fechadas; e os tratamentos T10, T11 e T12 duas seções fechadas. Resultados e Discussão: No pulverizador com controlador de vazão houve diferença estatística somente entre o T1 (testemunha) e o T12 (seções 2 e 3 abertas), os demais tratamentos não diferiram estatisticamente pelo teste de Tukey. Já pelo teste de Dunnet, não houve diferença significativa entre os tratamentos. Porém, no pulverizador sem controlador de vazão, o T1 diferiu dos demais tratamentos pelo teste de Tukey, enquanto que pelo teste de Dunnet não houve diferença significativa para os tratamentos T2, T3, T4 e T5 (apenas uma seção fechada), já nos tratamentos T6, T7, T8, T9 (três seções fechadas), e T10, T11 e T12 (duas seções fechadas) houve diferença estatística. Conclusões: Conclui-se que a utilização do dispositivo eletrônico de controle de vazão foi eficiente em manter o volume de calda pré-estabelecida uniforme, apesar do fechamento das seções, enquanto que no pulverizador sem controlador de vazão o volume de calda aplicado sofre variações conforme o fechamento ou abertura das seções da barra. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Controlador de Vazão, Volume de Calda, Seções da Barra

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