Interferência Da Época De Manejo Do Nabo Forrageiro (raphanus Sativus) No Desenvolvimento Inicial Da Cultura Do Milho (zea Mays)

Douglas Geremia, Alfran Tellechea Martini, Nereu Carpes Meus, Adelar Leandro Sartor, Fernando Felisberto Da Silva

Resumo


Introdução: O plantio de espécies antecessoras à cultura do milho com o objetivo de produzir massa verde é uma prática muito utilizada (Silva et al., 1985) e nesse contexto, o nabo forrageiro (Raphanus sativus L.) é a principal espécie utilizada na região, especialmente por apresentar ciclo curto e por incluir-se sistema de rotação de culturas no plantio direto. O presente trabalho tem por objetivo avaliar a interferência da época de manejo do nabo forrageiro com herbicidas no desenvolvimento inicial da cultura do milho. Material e Métodos: O presente trabalho está sendo conduzido à campo na localidade do Sobradinho, distrito do município de Maçambará, RS, sob sistema de plantio direto. Primeiramente efetuou-se a semeadura da cultura do nabo-forrageiro (Raphanus sativus L.) em linhas com espaçamento de 45 cm com semeadora-adubadora própria para a distribuição de sementes miúdas na densidade de 12 kg/ha no dia 10 de maio. As parcelas foram delimitadas com o delineamento experimental inteiramente casualizado com 4 repetições, tendo cada unidade experimental 24 m2 (6m x 4m). Os tratamentos compreenderam diferentes épocas de manejo da cultura antecessora com relação à data do plantio do milho. Foram aplicados 4 tratamentos: T1 – 10 DAP (dias antes do plantio); T2 – 1 DAP; T3 – 7 dias após o plantio e, T4 – 14 dias após o plantio. Nos tratamentos 1 e 2 o manejo foi feito através da dessecação com herbicida não seletivo glyphosate (Rond Up Original) e nos tratamentos 3 e 4, o manejo foi efetuado com a utilização do herbicida seletivo Tembotrione (Soberan), ambos pulverizados com pulverizador costal. O plantio do milho ocorreu no dia 15 de agosto com semeadora-adubadora própria para o plantio desta cultura em plantio direto, obedecendo as recomendações técnicas para a região. Os parâmetros avaliados foram altura de plantas, área foliar e a emergênica de plantas de milho. A medição de altura de planta foi realizada do nível do solo até o ponto mais alto da planta e a área foliar foi estimada conforme modelo proposto por Francis et. al. (1969), ambas feitas com a utilização de um escalímetro 15 dias após a emergência das plantas. A contagem de plantas emergidas foi feita com contagem direta. Realizou-se 3 amostragens por unidade experimental e a média entre elas adotadas com valor do item avaliado para a parcela. Os dados coletados a campo foram submetidos a análise de variância e teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade com o auxílio do software SASM-Agri. Resultados e Discussão: Observou-se que houve diferença significativa nas variáveis altura de plantas e área foliar, sendo que as plantas apresentaram maior altura e maior área foliar no tratamento 1 e, menor altura e área foliar no tratamento 4. A emergência de plantas não apresentou diferença significativa entre os tratamentos. Conclusões: O manejo do nabo forrageiro feito 10 dias antes do plantio do milho implica em melhor desenvolvimento inicial da cultura e que quando realizado 1 dia antes ou após o plantio do milho reduz significativamente a altura e a área foliar das plantas de milho no período inicial do seu desenvolvimento. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


ervas daninhas, cultura do milho, plantas de cobertura

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