Estoques De Nitrogênio Total Em Solos Sob Florestamento No Pampa

Juliano Do Prado Rodrigues, Cássio Strassburger De Oliveira, Jamur Hélio Turra, Claudiney Do Couto Guimarães, Frederico Costa Beber Vieira

Resumo


Introdução: O nitrogênio é parte constituinte das proteínas, sua presença é fundamental para desenvolvimento da planta. Por outro lado seu manejo é difícil devido a sua multiplicidade de reações químicas e biológicas.A matriz produtiva da metade sul do estado vem acrescentando as suas bases o setor florestal. Contudo é muito insipiente o número de estudos sobre nitrogênio nesta área.O objetivo deste trabalho é melhor conhecer o comportamento dos estoques de nitrogênio em solos com mudança de uso de pastagem para florestamento de eucalipto no Pampa gaúcho. Material e Métodos: O presente trabalho foi desenvolvido em parceria entre a UNIPAMPA, a empresa Stora Enso e a UFRGS. As amostras de solo foram obtidas nas fazendas Firmeza e Tarumã, no município de Rosário do Sul, de propriedade da empresa Stora Enso. O solo foi coletado em agosto de 2009 em áreas sob: 1) campo nativo (CN); 2) eucalipto de um ano de idade (E1); e 3) eucalipto de três anos (E3). Através de trincheiras, foram retiradas amostras indeformadas (anel volumétrico) e deformadas (através de espátulas) das camadas de 0 a 5, 5 a 10, 10 a 20, 20 a 30, 30 a 50, 50 a 75 e 75 100 cm. As amostras foram analisadas quanto à densidade do solo (método do anel volumétrico), textura e teores de nitrogênio total (NT) de acordo com Tedesco et al. (1995). Os estoques de NT foram calculados pelo método da massa equivalente. Os resultados foram submetidas à análise de variância e, na existência diferenças significativas, as médias foram separadas pelo teste de Tukey (5%). Resultados e Discussão: Os maiores teores de NT foram encontrados no tratamento CN, seguido pelo E1 e os menores valores foram encontrados no solo sob eucalipto por maior tempo (E3). Os teores de NT variaram de 1,52g N/kg de solo na camada superficial a de 0,36g N/kg de solo nas maiores profundidades. Com exceção do E3, que obteve um pequeno gradiente nos teores de NT no perfil, nos demais tratamentos os teores de NT nas camadas abaixo de 20 cm de profundidade decresceram para menos de 50% dos valores da camada superficial. Apesar da tendência deste comportamento, apenas houve diferença significativa entre tratamentos na camada de 0-5 cm.Os estoques de NT foram de 11,70, 8,71 e 6,99 Mg/ha para os tratamentos CN, E1 e E3, respectivamente. Apesar da magnitude entre os números, não verificou diferenças significativas entre os mesmos. A tendência de diminuição nos estoques de NT após implantação do eucalipto se deve, provavelmente, à ciclagem menos eficiente do N no sistema solo-planta após substituição da pastagem e à absorção do nutriente pelas árvores. Destaca-se que os sítios de eucalipto avaliados foram implantados sob pastagem antropizada e, por isso, não apresentavam os mesmos estoques de NT do que no CN avaliado. Entretanto, comparando apenas as áreas sob eucalipto, percebe-se uma grande diminuição (cerca de 1,7 Mg/ha) nos estoques de NT. Conclusões: O campo nativo apresentou maiores teores e estoques em relação ao eucalipto, sendo esta diferença mais significativa quando comparado com o sitio de três anos.A principal diminuição dos teores de nitrogênio total ocorreu nas camadas superficiais do solo.O presente estudo demonstra ser de grande importância à compreensão do ciclo do nitrogênio neste ambiente, para tal é necessária sua continuação. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


estoque de nitrogênio, eucalipto, florestamento, campanha

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