Resistência De Cultivares De Arroz Em Casca à Infestação De Rhyzopertha Dominica (fabricius, 1792) (coleoptera, Bostrichidae)

Renan Lopes Escovar, Aessio Binotto, Gustavo Disconzi, Laudenir Basso, Fernando Felisberto Da Silva

Resumo


Introdução: Considerado o “alimento do mundo”, o arroz é produzido e consumido em todos os continentes, responsável por nutrir 75% da população grande parte das nações subdesenvolvidas do mundo. No Brasil, em função das condições precárias de armazenamento no meio rural e de condições climáticas favoráveis ao crescimento da população de pragas, as perdas podem variar de 0,2 até 30% da produção total de grãos.Um dos insetos considerados praga chave no arroz armazenado é o Rhyzopertha dominica, Fabricius, 1792) (Coleoptera, Bostrichidae). Conhecido como caruncho do arroz, ou besourinho, é um dos poucos insetos capazes de causar dano no arroz em casca, por isso é considerado praga primária. O objetivo deste trabalho é avaliar diferentes cultivares de arroz na resistência ao Rhyzopertha dominica, afim de diminuir as perdas no armazenamento e aumentar a oferta de arroz com qualidade. Material e Métodos: O experimento foi realizado no laboratório de biologia da Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), localizado em Itaqui na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul. Foram analisadas as seguintes cultivares: IRGA 417, IRGA 422, IRGA 423, INIA Olimar, Puitá INTA CL e AVAX, em dois tipos de teste, com e sem chance de escolha divididos em duas repetições, com blocos inteiramente casualizados, no ambiente com chance de escolha foram pesados 15 gramas de cada variedade e colocados em uma bandeja, conhecida como “arena”, logo após foi feita a infestação com aproximadamente 200 insetos adultos, e após 30 dias foi colocado mais 200 insetos adultos para simular um aumento populacional, a bandeja foi fechada com o auxilio de um saco plástico para que os insetos não escapassem e coberta com papel pardo para diminuir a luminosidade dentro da arena e simular as condições de armazenamento. As cultivares foram dispostas no fundo da bandeja para que não ocorresse nenhum impedimento para os insetos. Foram realizadas duas avaliações, uma com 30 e outra com 60 dias após o início do experimento, nas avaliações foram realizadas novas pesagens da massa de grãos e contagem dos insetos infestantes em cada variedade. No ambiente sem chance de escolha foram colocados em recipientes fechados 20 gramas de cada variedade, pesadas com o auxilio de uma balança de precisão e logo após foi feita a infestação com 50 insetos adultos por recipiente. As analises foram feitas com 15 e 30 dias após o inicio do experimento, e após foi realizado outra repetição com os mesmos padrões. As analises tiveram como objetivo avaliar o nível de dano causado, este medido através de pesagem. Foram tomadas algumas precauções como retirar os insetos da massa de grãos e os restos deixados, como farinhas, para que não interfiram no peso final. Nas duas etapas do experimento estes foram armazenados em ambiente controlado com 24ºc +- 2 °c durante dois meses. Resultados e Discussão: O experimento constatou que nenhuma cultivar foi totalmente resistente ao caruncho Rhyzopertha dominica, porém a variedade Olimar destacou-se por apresentar não preferência ou antixenose pelo inseto, a não preferência ou antixenose caracteriza-se pelo desinteresse do inseto pela variedade, já no teste sem chance de escolha destacaram-se as variedades IRGA 422 e Avax, pois apresentaram baixo índice de danos, sendo que a variedade IRGA 422 apresentou um dano quase insignificante. Conclusões: A cultivar INIA Olimar apresentou a característica de antixenose. As cultivares IRGA 122 e Avax apresentaram características de resistência ao Rhizopertha dominica. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Antixenose, grãos armazenados, caruncho do arroz

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