Ecopedagogia Enquanto Ferramenta Epistemológica AplicÁvel No Ensino De Quimica Ambiental Em Comunidades Rurais A Partir Do Estudo De Componentes Toxicológicos De Senecio Brasiliensis Less.

Clodoaldo Leites Pinheiro, Flávio André Pavan, Aden Rodrigues Pereira

Resumo


Introdução: A educação torna-se mais significativa quando é construída a partir da dialética entre determinado grupo de sujeitos e o meio ambiente ao qual fazem parte esta sociedade. Constituída da relação homem-natureza, da cultura, história e realidade da qual fazem parte os atores sociais, a educação promove a emancipação, calcada na experimentação científica, para além da fronteira do meio natural. Como abordar a química ambiental no contexto de rural? Sob o olhar sócio-construtivista a educação em ciência e tecnologia deve introduzir o indivíduo no universo científico através da contextualização e da aplicabilidade deste conhecimento construído em coletividade e para a coletividade. Permitindo, neste processo, o desenvolvimento da crítica as etapas lógicas do método experimental e a percepção do uso prático e influências que este novo conhecimento gerará na sociedade relacionada a este sujeito. O desenvolvimento de educação em ciência e tecnologia a partir da interação do homem com a natureza a partir da pesquisa-ação é uma ferramenta útil para a construção de conhecimentos relacionados à química ambiental no meio histórico-social de comunidades rurais. Neste contexto o objetivo deste trabalho é verificar a aplicabilidade da ecopedagogia enquanto instrumento de promoção de educação em química ambiental a partir da dialética entre o homem e a natureza. Material e Métodos: A pesquisa ação teve como publico alvo uma comunidade rural do assentado 21 de julho no município de Bagé - RS. Foram formados três grupos, cada qual com seu material (impotância agronômica, caracteres etno-botâncios e principio ativo e toxidez brasiliensis Less.). Foram abordados os componentes toxicológicos de S. Brasiliensis Less. (alcalóides pirrolizidínicos), o ciclo vegetativo desta espécie e o manejo adequado a prevenir as complicações para a saúde do animal e do homem que venham a ingerir tais substâncias a partir da pesquisa-ação e interação com o meio ambiente. Resultados e Discussão: A química ambiental foi inserida no âmbito da comunidade rural do assentamento 21 de julho, a partir da experimentação científica a cerca de componentes orgânicos toxicológicos presentes em S. brasiliense Less. Os sujeitos do grupo 1 foram apresentados a área de ocorrência desta planta; o grupo 2 coletou exemplares de S. brasilensis Less. no campo; e por fim o grupo 3 abordou o principio ativo e a tocixidade do vegetal. Os grupos socializaram os conceitos construídos e debateram as descobertas coletivamente. A ferramenta educacional utilizada foi a ecopedagogia que permitiu a abordagem de S. brasiliense Less. de forma contextualizada, valorando a vivência dos sujeitos da interação, pois esta planta, eventualmente, faz parte da dieta dos animais sendo seus metabólitos secundários convergidos a carne e ao leite que fazem parte da alimentação humana daquele local. Conclusões: Através da ecopedagogia foi possível aliar ciências agrárias, humanas tecnológicas em caráter sócio-construtivista ao utilizar o potencial da flora local enquanto laboratório de ensino e educação de química ambiental em comunidades rurais a partir do trabalho em grupo. No entanto pouco se sabe sobre o risco de contaminação dos componentes tóxicos de S. brasiliense Less. em seres humanos pela ingestão de leite e carnes contaminados. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


educação, ciência, dialética, homem, natureza

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