Levantamento MagnetomÉtrico Na Mina De Cerro Rico – MunicÍpio De Lavras Do Sul R.s. – Mapa Preliminar

Fernanda Garcia, Delia Del Pilar Montesinos, Jônathan Nereu Lisbôa Rojas

Resumo


Introdução: Um levantamento magnetométrico a nível local permite a identificação e localização de feições geológicas e estruturais. Este estudo, associado às informações geológicas, estruturais e petrológicas, fornece importantes resultados que permitem a geração de um modelo geológico/estrutural coerente. Um levantamento magnetométrico na escala de detalhe, em conjunto com um mapa dos dados magnetométricos e suas respectivas anomalias geradas, servem como base para modelos baseados no estudo e conhecimento geológico de superfície e fornece informações para confirmar e/ou elaborar novas teorias e conceitos a cerca das principais feições estruturais, litologias e principais trends das ocorrências das mineralizações na Mina de Cerro Rico, município de Lavras do Sul – R.S. Material e Métodos: Foram adquiridas, numa etapa preliminar deste trabalho, um total de 48 estações magnetométricas terrestres. As leituras magnéticas das estações levantadas foram obtidas através de um magnetômetro de precessão de prótons da GEM Systems Inc, modelo GSM – 19T, realizado na região sul do estado do Rio Grande do Sul, Brasil, na cidade de Lavras do Sul. As estações foram medidas com um espaçamento de vinte metros ao longo de dois perfis de caminhamento principais pré-estabelecidos. As coordenadas horizontais (X e Y) para localização das estações foram determinadas usando-se um GPS portátil de mão. Como a aquisição foi feita em um curto período de tempo, não houve a realização de uma correção para o registro das variações diurnas do campo magnético terrestre. Resultados e Discussão: As estações magnetométricas adquiridas preliminarmente na área evidenciam significativas variações (anomalias magnéticas) nos valores do campo magnético total segundo o mapa de contorno dos valores magnéticos anômalos gerado. Relações desses valores anômalos com a geologia local, com estudos geoquímicos da área estudada, e pelo contraste lateral nos valores de suscetibilidade magnética podem ser estabelecidas. Essas litologias compõem-se, em grande parte, de rochas vulcânicas e associadas (andesitos, tufos, riolitos e aglomerados vulcânicos pertencentes à Formação Hilário). Há também a presença de andesito, evidenciado na área por clastos nos tufos, aglomerados e distalmente, fora da área de estudo, presente em aglomerados e brechas vulcânicas. Derrames rioliticos que representam litotipo formado na área, encontram-se e inclusos como litoclastos nos tufos. Deve-se considerar, também, a presença de minerais de minério da Mina de Cerro Rico, associadas a filões de quartzo, que estruturalmente, comportam-se às famílias de fraturas reconhecidas com direções predominantes NW/SE, e onde os teores de Au são mais elevados. Conclusões: Essas análises preliminares na Mina de Cerro Rico envolvendo o método geofísico da magnetometria permitem concluir uma correlação coerente dos resultados magnetométricos em relação aos estudos e resultados geológicos/estruturais e geoquímicos anteriores na área. Conclui-se, também, que a identificação e determinação dos principais trends estruturais, das variações litológicas e seus limites em superfície e a elaboração de um modelo mais detalhado, exigem maior densidade de estações magnetométricas na área de estudo. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Geofísica, Magnetometria, Anomalias

Apontamentos

  • Não há apontamentos.