GinÁstica ArtÍstica Para Um Grupo Especial

Lisiane Mendes Rodrigues, Mariana Lima Gomes, Ana Paula Jonko Carrazzoni, Francielle Oliveira Moraes, Leila Cristiane Finoquetto

Resumo


Introdução: Segundo Araújo (1999), o Brasil, que possui uma população de aproximadamente 140 milhões de habitantes calcula-se, numa estimativa bastante otimista, que o universo de pessoas portadoras de alguma determinada deficiência seja da ordem de 14 milhões. De acordo com Soler (2006) nas aulas de Educação Física pode ser construída uma nova atitude em relação ao portador de necessidades especiais, possibilitando a aquisição de atitudes de solidariedade, respeito mútuo e aceitação excluindo qualquer tipo de preconceito. Soler (2006) afirma que a participação do aluno portador de necessidades especiais na aula de Educação Física é muito importante para que ele desenvolva suas capacidades perceptivas, afetivas, de integração, e de inclusão social, favorecendo a sua autonomia e independência. O objetivo desta pesquisa foi desenvolver com os alunos elementos oriundos da ginástica artística. Material e Métodos: Esta pesquisa caracteriza-se como qualitativa exploratória. A população foi composta por alunos especiais provenientes da Associação de Pais e Amigos Excepcionais – APAE, e da Escola Marechal Cândido Rondom, com idades entre 2 e 18 anos. A amostra foi composta por um grupo de 20 alunos, sendo 8 deficientes auditivos e 12 portadores de algum tipo de retardo mental. As atividades foram realizadas no ginásio da Puc, todas as sextas – feiras, das 9 horas as 11 horas, no período de abril a junho de 2008. Foram trabalhados elementos como: piruetas, giros, macaquinho, rolinhos, vela, avião, rolo, posição pronado e supino, cachorrinho, saltos: estendido, grupado e afastado, entre eles trabalhos com os seguintes aparelhos: mine trampolim e cama elástica. Resultados e Discussão: Este pesquisa pode nos apresentar uma nova possibilidade de trabalho com crianças especiais, pois no decorrer das aulas a comunicação com os alunos se tornava cada dia mais fácil, assim como a compreensão das atividades a serem realizadas e a execução das mesmas.Apesar de ser um grupo de crianças com limitações motoras e cognitivas, todos, dentro de suas possibilidades, realizaram as aulas com grande êxito, e foi possível constatar uma evolução desde a primeira aula. Conclusões: Concluímos que as experiências foram importantes para nosso desenvolvimento acadêmico, apesar das deficiências que nossos alunos apresentavam, não foi difícil para eles realizar as práticas, devemos assegurar que a educação especial faça parte de toda discussão que lide com educação para todos em vários foros, acreditamos que o trabalho foi muito satisfatório tanto para nós como para a turma em que trabalhamos desenvolvemos a pesquisa. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Ginástica Artística, Grupos Especiais, Educação Física

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