Psicopatas, Eles Estão Entre Nós: A Urgente Necessidade De Uma PolÍtica Criminal

Taianis Paiva Ribeiro, Fabiani Weiss Pereira, Carla Cibele Silveira Da Costa, Gizieli Dichete Biguelini

Resumo


Introdução: Psicopata não é exatamente um doente mental, mas sim um ser que se encontra na divisa entre sanidade e a loucura. O ser humano normal é movido pelo triângulo: razão, sentimento e vontade. Segundo Moreira e Fraias (2002), o que move um psicopata é: razão e vontade, ou seja, o que os move é satisfazer plenamente seus desejo, portanto em se tratando de psicopatas encarcerados, os mesmos requerem uma atenção especial, diversa daquela dada aos outros presos, pois constituem um perigo constante para a sociedade, já que possuem pleno discernimento e forte capacidade de persuasão em suas atitudes, usando de seu talento para mentir e manipular as pessoas do seu convívio.Nesses casos há necessidade de acompanhamento psiquiátrico dos condenados para que se possa identificar os psicopatas e tratá-los de acordo com sua situação. Atualmente existe um exame padronizado, critérios para pontuação de psicopatia revisados, exclusivo para o uso no sistema penal do Brasil, ao ver de Schmitt et al (2006) que pretende avaliar a personalidade do preso e prever a reincidência criminal, buscando separar os bandidos comuns dos psicopatas, apesar disso não existem medidas que visem a permanência do psicopata na prisão após o cumprimento de sua pena. Material e Métodos: Para a elaboração do presente trabalho foram realizadas busca on-line nas bases de dados scielo e google acadêmico, considerando os últimos oito anos. Os textos foram pesquisados por área de interesse: psiquiatria forense, e medicina legal. Resultados e Discussão: Os psicopatas, segundo Malcher (2009), embora desprovidos de doença mental de origem orgânica, são fruto do meio social hostil em que vivem e acabam por desenvolver personalidades desajustadas, em razão de traumas sofridos e em decorrência de anomalias do caráter e do afeto. Em razão disso é importante que nos reportamos na questão da problemática do psicopata nas prisões, pois perante a lei são considerados indivíduos semi-imputavéis(como enfermos mentais), porém deveriam ser enquadrados como inimputáveis, ou seja, para Füher (2000) é aquele que não pode ser responsabilizado pelo crime que praticou, e embora o tenha cometido, é isento de pena. Neste caso, ao invés da pena, o agente é submetido a uma medida de segurança, pois a pena está totalmente descartada pelo caráter inadequado à recuperação e ressocialização do portador de personalidade anormal. Conclusões: Acredita-se que a partir do exame critérios para pontuação de psicopatia revisados é possível identificar dentre os detentos, os que possuem transtorno psicopáticos, ocorrendo assim a necessidade da implantação de casas de custódia seguindo o parâmetro de humanização, com profissionais que estejam aptos para trabalhar com esses enfermos ressaltando a educação em saúde e com isso, minimizando os riscos para a sociedade. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


psicopata, sistema penal, prisão, acompanhamento psiquiátrico

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