Qualidade De Vida E Fatores Associados Ao Sobrepeso E Obesidade Em Escolares

Karoline Goulart Lanes, Dário Vinícius Ceccon Lanes, Max Castelhano Soares, Rodrigo Goulart Soares, Vanderlei Folmer

Resumo


Introdução: Nas últimas décadas, a prevalência de sobrepeso e obesidade tem aumentado de forma preocupante em todo o mundo. Este crescimento é observado tanto em países desenvolvidos como naqueles em desenvolvimento, como é o caso do Brasil. Daí a importância de se incluir estudos acerca de sobrepeso e obesidade desde cedo nas escolas, para detectar os possíveis problemas de saúde o mais precocemente possível e sugerir ações que possam auxiliar na promoção do bem-estar da criança e do jovem. Desta forma, considerando os aspectos expostos e a carência de indicadores de Educação e Saúde na cidade de Uruguaiana/RS, este trabalho teve como objetivo principal levantar indicadores de sobrepeso e obesidade, através de IMC e RCQ, bem como levantar informações sobre a qualidade de vida em escolares, através de questionário misto. Material e Métodos: Foi realizado um levantamento de dados com crianças e adolescentes de 6ª, 7ª e 8ª séries, no Instituto Estadual Romaguera Corrêa do município de Uruguaiana/RS. O estudo contou com 333 alunos e foi realizado no início do ano letivo de 2009. Todos os sujeitos foram avaliados individualmente através de medidas antropométricas e de questões referentes aos hábitos de vida; utilizando-se um questionário misto com questões gerais sobre: hábitos alimentares; atividades habituais; tempo e espaços para atividades de lazer; tempo e espaço para a prática de exercícios físicos e esportivos. Este trabalho foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria/RS sob o número de 0277.0.243.000-08. Resultados e Discussão: A amostra foi composta por 109 alunos da 6ª série, 124 da 7ª e 100 da 8ª série, sendo 184 do sexo feminino e 149 masculino. Os mesmos apresentam idades de 12 a 14 anos.Considerando os resultados obtidos, constatamos que a maior parte dos alunos pratica atividade física com orientação de um profissional (57,36%) e que a parcela que não pratica é devido à recomendação médica (31,64%) ou por não gostar da atividade (30,38%). Outro aspecto a ser ressaltado é que os alunos acreditam que consomem todos os nutrientes necessários, mas nem sempre (48,95%). Reforçando esses resultados com a opinião dos mesmos em relação ao alimentarem-se corretamente, onde 39,94% responderam que sim e 39,64% às vezes. Finalizando, com a questão; Você gostaria de... 43,24% responderam que gostariam de perder peso, mostrando desta forma que os mesmos têm consciência de seu corpo, uma vez que 21% dos escolares possuem IMC acima de 25 e 12% possuem IMC acima de 30. Conclusões: Constatou-se que boa parte das crianças e adolescentes em idade escolar apresenta níveis elevados de IMC. Isto pode ser decorrente de uma alimentação inadequada e sedentarismo, tornando-se um dos principais problemas enfrentados pelos estudantes obesos. Portanto, a partir da execução desta pesquisa foi possível traçar um perfil da saúde destes estudantes e estabelecer algumas demandas no campo de atuação dos professores, para orientação e promoção da saúde e qualidade de vida das crianças e adolescentes. Orgão de Fomento: Fapergs

Palavras-chave


Qualidade de Vida, Sobrepeso, Obesidade, Escolares

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