Alterações Gênicas, BioquÍmicas E Comportamentais Causadas Pela Exposição Crônica De Drosophila Melanogaster à Rotenona – Um Modelo Para O Estudo Da Doença De Parkinson

Comparsi Comparsi, Bruna Bruna, Thaís Posser, Ronaldo Golombieski, Jeferson Luiz Franco, João Batista Teixeira Rocha

Resumo


Introdução: Rotenona é um composto natural lipofílico que tem sido utilizado como componente principal de muitos herbicidas sendo sua toxicidade atribuída principalmente à inibição do complexo I da cadeia respiratória. Tem sido demonstrado que ratos intoxicados com rotenona apresentam sintomas similares ao do mal de Parkinson. Desta forma, a indução de neurotoxicidade pela exposição à rotenona consiste em um importante modelo para o estudo da doença de Parkinson. Drosophila melanogaster é considerada um excelente modelo in vivo para o estudo de doenças neurodegenerativas, incluindo mal de Parkinson. Neste estudo investigamos o efeito da exposição à rotenona sobre a expressão gênica e atividade de enzimas antioxidantes, além de alterações comportamentais em D. melanogaster. Material e Métodos: Para este objetivo, D. melanogaster com idade de 5 dias foram expostas à rotenona (250 M) por 7 dias. Terminado os tratamentos, as moscas foram utilizadas para análise comportamental (geotaxia negativa) e bioquímica (atividade das enzimas catalase e glutationa peroxidase). Em paralelo, foi investigada a expressão gênica das enzimas catalase, superóxido dismutase e tioredoxina redutase por RT-PCR em resposta ao tratamento com rotenona. A análise da sobrevivência das moscas expostas à rotenona foi feita diariamente ao longo do tratamento. Resultados e Discussão: Observamos que a exposição de D. melanogaster à rotenona causou uma queda de 40 % na sobrevivência destes animas. Além disso, através de análise comportamental da geotaxia negativa, observou-se um aumento no tempo de escalada (em s) desses animais em resposta à rotenona (controle 7,6 s; rotenona 25,5 s). O tratamento com rotenona também causou inibição da expressão gênica das enzimas antioxidantes catalase, superóxido dismutase e tioredoxina redutase. Este efeito foi acompanhado por inibição na atividade da catalase bem como da enzima glutationa peroxidase. Conclusões: Em suma, nossos dados apontam o sistema antioxidante como um alvo importante da toxicidade da rotenona, sendo que uma diminuição nas defesas celulares pode contribuir para o dano oxidativo que leva à morte neuronal observada no mal de Parkinson. Além disso, nossos dados demonstram que D. melanogaster representa um bom modelo para o estudo de mecanismos moleculares envolvidos nas doenças neurodegenerativas. Orgão de Fomento:

Palavras-chave


Drosófila melanogaster, enzimas, Rt-pcr, Rotenona, doença de Parkinson

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