Caracterização Morfológica De Trevo Branco (trifolium Repens L.) Na Região Da Campanha Do Rio Grande Do Sul

Éder Rodrigues Peres, Josiane Jardim Martins, Ana Cristina Mazzocato, Daniel Portella Montardo

Resumo


Introdução: O trevo branco é uma leguminosa forrageira muito importante e demonstra uma ampla adaptação climática. No Rio Grande do Sul é utilizado na formação de pastagens consorciadas de inverno e em melhoramento de campos naturais. Apesar de desempenhar esse importante papel, praticamente não existem cultivares desenvolvidas para as condições ambientais do sul do Brasil. Além disso, atualmente, para se registrar uma nova cultivar de trevo branco, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento exige que, através de descritores morfológicos, seja possível discriminar essa das outras cultivares já existentes. Porém, sob essas normas mais recentes, ainda não ocorreu o registro de nenhuma nova cultivar dessa espécie. Nesse sentido, este trabalho teve por objetivo avaliar se os descritores morfológicos mínimos exigidos para o registro de cultivares de trevo branco no Brasil são suficientes para discriminar o material genético dos programas de melhoramento da Embrapa Pecuária Sul e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul entre si e em relação a outras cultivares já existentes. Material e Métodos: O experimento foi realizado na Embrapa Pecuária Sul, em Bagé, no Rio Grande do Sul. Foram avaliados 15 descritores morfológicos, descritos a seguir: ICV (intensidade de coloração verde); IMF (intensidade de coloração branca); ES (estatura da planta); LA (largura de planta); HA (hábito de crescimento); CEN (comprimento de entrenós); EE (espessura de entrenós); CP (comprimento de pecíolo); ICP (comprimento do pedúnculo); EP (espessura do pedúnculo); IF (intensidade do florescimento); CF (comprimento do folíolo mediano); LF (largura do folíolo mediano); DF (densidade foliar); EPC (espessura do pecíolo). Esses descritores foram sugeridos pelo Registro Nacional de Cultivares, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, seguindo metodologia do referido órgão. Foram utilizados cinco genótipos de trevo branco: UFRGS, Bagé, Jacuí, Yi e Zapican, sendo que os dois primeiros são novas populações selecionadas, enquanto os três últimos são cultivares utilizadas como testemunhas. Foram transplantadas 50 plantas para o campo, com espaçamento de um metro uma das outras, sendo cada planta considerada como uma unidade experimental, em um delineamento completamente casualizado, com 10 repetições. Os dados foram submetidos à análise de variância, sendo as médias de tratamentos comparadas entre si pelo Teste de Duncan a 5% de probabilidade. Resultados e Discussão: A análise dos dados indicou diferenças significativas entre os genótipos para nove dos quinze descritores avaliados neste trabalho. Utilizando-se o conjunto desses descritores foi possível discriminar todos os genótipos de trevo branco. Os genótipos UFRGS e Yi foram os que apresentaram menor diferença entre si, pois somente um descritor (EE) os distinguiu. Por sua vez, a cultivar Jacuí e a população Bagé foram as que mais diferiram entre si, sendo distinguidas por cinco descritores (LA, CF, EP, IF e DF). O descritor IMF foi o que apresentou maior poder de discriminação dos genótipos avaliados. Conclusões: Conclui-se, a partir dos resultados obtidos, que os descritores morfológicos sugeridos são capazes de distinguir diferentes genótipos de trevo branco, permitindo o futuro registro de novas cultivares. Orgão de Fomento: Embrapa Pecuária Sul

Palavras-chave


Trevo branco, morfológicos, descritores, genótipos, cultivar

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